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    Álvares de Azevedo: Obra Completa -

    Álvares de Azevedo

    Nova Aguilar
    2000
    849 páginas
    1d 4h 18m
    ISBN-10: 8521000588
    Português Brasileiro
    4.4
    39 avaliações
    Leram96Lendo5Querem48Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos11Desejados48Avaliaram39

    Esta edição apresenta uma cronologia da vida e obra do poeta, artigos e reportagem iconográfica. Traz ´Lira do 20 anos´, ´Macário´, ´Noite na taverna´ , ´Poesias diversas´, ´O poema do frade´, ´O conde Lopo´, ´Estudos literários´, ´Discursos´ e ´O livro de Fra Gondicário´.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Rodrigo Peixoto de Lima picture
    Rodrigo Peixoto de Lima02/07/2023Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Uma obra rica em conteúdo de um dos poetas representantes do período que pode ser chamado últra romantismo, muita das vezes com uma percepção pessimista devido a certeza da morte pelo mal que assolava aquele sécul, a tuberculose. Pode ser vista muita das vezes os anseios da boemia do Rio de Janeiro. Possui poemas contando aflições, amores, boemia carioca e a espera da fim da vida devido a tuberculose. Ainda discute sobre a propria essência do poeta e da poesia. Também nas peças de teatro, podem ser visto as conversas de bares ocorridas na época.

    1 curtida

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    Avaliações

    4.4 / 39
    • 5 estrelas67%
    • 4 estrelas13%
    • 3 estrelas18%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%
    Manuel Antônio Álvares de Azevedo  profile picture

    Manuel Antônio Álvares de Azevedo

    Filho de Inácio Manuel Álvares de Azevedo e Maria Luísa Mota Azevedo, passou a infância no Rio de Janeiro, onde iniciou seus estudos. Voltou a São Paulo (1847) para estudar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde desde logo ganhou fama por brilhantes e precoces produções literárias. Destacou-se pela facilidade de aprender línguas e pelo espírito jovial e sentimental. Durante o curso de Direito traduziu o quinto ato de Otelo, de Shakespeare; traduziu Parisina, de Lord Byron; fundou a revista da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano (1849); fez parte da Sociedade Epicureia; e iniciou o poema épico O Conde Lopo, do qual só restaram fragmentos. Não concluiu o curso, pois foi acometido de uma tuberculose pulmonar nas férias de 1851-52, a qual foi agravada por um tumor na fossa ilíaca, ocasionado por uma queda de cavalo, falecendo aos 20 anos. A sua obra compreende: Poesias diversas, Poema do Frade, o drama Macário, o romance O Livro de Fra Gondicário, Noite na Taverna, Cartas, vários Ensaios (Literatura e civilização em Portugal, Lucano, George Sand, Jacques Rolla), e a sua principal obra Lira dos vinte anos (inicialmente planejada para ser publicada num projeto - As Três Liras - em conjunto com Aureliano Lessa e Bernardo Guimarães). É patrono da cadeira 2 da Academia Brasileira de Letras. Atualmente tem suscitado alguns estudos acadêmicos, dos quais sublinham-se "O Belo e o Disforme", de Cilaine Alves Cunha (EDUSP, 2000), e "Entusiasmo indianista e ironia byroniana" (Tese de Doutorado, USP, 2000); "O poeta leitor. Um estudo das epígrafes hugoanas em Álvares de Azevedo", de Maria C. R. Alves (Dissertação de Mestrado, USP, 1999). Suas principais influências são: Lord Byron, Goethe, François-René de Chateaubriand, mas principalmente Alfred de Musset. Um aspecto característico de sua obra e que tem estimulado mais discussão, diz respeito a sua poética, que ele mesmo definiu como uma "binomia", que consiste em aproximar extremos, numa atitude tipicamente romântica. É importante salientar o prefácio à segunda parte da Lira dos Vinte Anos, um dos pontos críticos de sua obra e na qual define toda a sua poética. É o primeiro a incorporar o cotidiano na poesia no Brasil, com o poemas Ideias íntimas, da segunda parte da Lira. Segundo alguns pesquisadores, Álvares de Azevedo que teria escolhido o título "As Três Liras", pois havia uma garota - que até hoje ninguém sabe a identidade, muito bem escondida pelo Dr. Jaci Monteiro - que tocava esse instrumento. Figura na antologia do cancioneiro nacional. E foi muito lido até as duas primeiras décadas do século XX, com constantes reedições de sua poesia e antologias. As últimas encenações de seu drama Macário, foram em 1994 e 2001.

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    São Paulo, Brasil

    Manuel Antônio Álvares de Azevedo