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    Um guia Pussy Riot para o ativismo -

    Nadya Tolokonnikova

    Ubu
    2019
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-13: 9788571260245
    Português Brasileiro
    4.3
    100 avaliações
    Leram150Lendo14Querem225Relendo0Abandonos2Resenhas15
    Favoritos19Desejados225Avaliaram100

    Nadya Tolokonnikova é uma das integrantes do coletivo artístico ativista russo e banda punk Pussy Riot. Este guia emana da experiência de Nadya, suas leituras, sua ética e sua visão de mundo como ativista, desenvolvidas ao longo dos quase dois anos de encarceramento num campo de trabalho forçado na Rússia. Feminismo, ativismo, arte, literatura, sistema judicial, sistema penitenciário, antipsiquiatria, resistência, Nadya atravessa todos esses temas de corpo inteiro, num relato poderoso e comovente do qual é impossível passar ileso. Em 21 de fevereiro de 2012, foi presa por cantar uma música anti-Putin em uma igreja de Moscou. Emergiu como símbolo internacional de resistência radical, com gritos de "Free Pussy Riot" (Liberte Pussy Riot) tendo se espalhado pelo mundo todo. Com sua emblemática máscara de esqui colorida e seu batom preto, Nadya se tornou uma emissária da esperança e do otimismo anti-sistema. Este livro é estruturado ao redor das 10 regras de Nadya para a revolução (Seja um pirata! Faça com que o governo se borre de medo! Retome a alegria!), e ilustrado com desenhos que representam momentos de sua vida extraordinária e a filosofia de outros rebeldes revolucionários da história. Centrado na ação direta, e ultrapassando as ideias típicas de militância, o livro é um guia revigorante para a desobediência civil, e encoraja que questionemos todo status quo, e façamos com que a ação política seja excitante, e até alegre.

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    Resenhas (15)Ver mais
     PAULO GONCALVES picture
    PAULO GONCALVES19/04/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Permita-se lê-lo

    Assim como eu , talvez vocês jamais tenham enveredado por uma leitura com temática punk-feminista-ativista. Cheguei até ela por já ter lido vários livros de autores corajosos que fazem oposição a Vladimir Putin. As meninas do Pussy Riot deixam também clara tal coragem.... O Guia Pussy Riot para o ativismo desconstruiu muita coisa na minha cabeça e mostrou todo um universo bem inexplorado. Além disso trouxe muita inspiração e motivação para encarar meus de safios. Destaco a entrevista com Chris Hedges e o capítulo "Crie alternativas". As considerações finais parecem ter sido escritas de forma premonitória em relação à crise do Coronavirus.

    12 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 100
    • 5 estrelas47%
    • 4 estrelas34%
    • 3 estrelas15%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas1%
    Nadezhda Andreyevna Tolokonnikova profile picture

    Nadezhda Andreyevna Tolokonnikova

    Artista visual e ativista russa, estudou filosofia na Universidade Estatal de Moscou. Em 2007, se uniu temporariamente ao coletivo Voina, no qual realizou algumas performances artísticas memoráveis. Em 2011, fundou a banda punk feminista Pussy Riot, cuja apresentação mais polêmica se deu em 2012, com uma música crítica ao presidente da Rússia Vladimir Putin, performada na Catedral de Cristo Salvador, em Moscou. Isso desencadeou no encarceramento de Nadya e Maria Alyokhina, outra participante da banda, por quase 2 anos. Durante seu tempo na prisão, Tolokonnikova realizou uma greve de fome para protestar contra as condições de vida às quais os prisioneiros eram submetidos. Em 2012, recebeu o LennonOno Grant for Peace. Em 2013, Putin concedeu anistia política a Nadya. Após sua liberação, fundou a Zona Prava, uma ONG voltada ao auxílio legal de prisioneiros. E, em 2014, ela e Alyokhina criaram um website chamado MediaZona, que gera conteúdo relacionado às leis, ao sistema penal e ao poder judiciário da Rússia, e é agora produzido em parceria com o The Guardian. No mesmo ano, Tolokonnikova recebeu o Hannah Arendt Prize for Political Thought.

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    Krasnoyarsk Krai, Rússia

    Nadezhda Andreyevna Tolokonnikova