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    A borboleta amarela -

    Rubem Braga

    Global
    2019
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9788526024465
    Português Brasileiro
    3.2
    12 avaliações
    Leram19Lendo4Querem23Relendo0Abandonos0Resenhas7
    Favoritos1Desejados23Avaliaram12

    As crônicas deste livro foram publicadas em diversos jornais entre janeiro de 1950 e dezembro de 1952, época em que Rubem Braga já era considerado um expoente da crônica na imprensa brasileira. Graças ao seu lirismo e ao seu raro dom para captar e transmitir aquilo que parece sem importância, Rubem não se furta a destacar em suas crônicas o que pode haver de misteriosamente belo nas angústias e incertezas que a vida apresenta, como também sinaliza para a fugacidade da plenitude, sentimento desejado por muitos em nosso planeta. Neste jogo em que expectativa e realidade se digladiam, as visões e experiências mais prosaicas são cozidas pelo cronista de maneira a conceber textos os quais apontam que ao fim não deve ser dada tamanha importância, mas sim ao percurso, ao conjunto de experiências vividas. Os leitores têm aqui uma amostra vigorosa da potência narrativa do autor, qualidade que conduziu nosso cronista maior a despejar elementos latentes da alma humana em sua prosa marcada pela minúcia. É exatamente neste livro que Rubem Braga faz uma de suas mais conhecidas e características afirmações sobre a crônica, gênero que o consagrou: Há homens que são escritores e fazem livros que são como verdadeiras casas, e ficam. Mas o cronista de jornal é como o cigano que toda noite arma sua tenda e pela manhã a desmancha, e vai. A crônica que dá título ao livro comprova como Rubem estava sempre pronto a captar a simplicidade das coisas e a ser tocado de forma comovida por todas as manifestações de beleza que o cotidiano lhe reservava. Reparei que nenhum transeunte olhava a borboleta; eles passavam, devagar ou depressa, vendo vagamente outras coisas – as casas, os veículos ou se vendo –, só eu vira a borboleta, e a seguia, com meu passo fiel.

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    Resenhas (7)Ver mais
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    AmyLivros28/06/2024Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Resenha @Amylivros I Bookgram e Booktok

    A borboleta amarela, de Rubem Braga é uma coletânea de pequenos, bem pequenos contos sobre o cotidiano que se passam durante a década de 50. É um livro clássico nacional e que mesmo sendo curtinho, só tendo 160 páginas, pra mim foi uma leitura um pouco lenta, não dava pra ler um conto atrás do outro, sabe? Acho que é legal pra ser um livro de cabeceira, onde você lê um continho por vez. É um livro que tem uma certa melancolia, mas também tem uma beleza no jeito que o autor narra as coisas mais simples da vida. Se você não tem o costume de ler clássicos, não acho que esse seja um bom livro pra começar, já que não é uma leitura tão simples, mas se você já gosta bastante, acho que pode ser uma leitura incrível e que vai te surpreender.

    47 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.2 / 12
    • 5 estrelas8%
    • 4 estrelas8%
    • 3 estrelas67%
    • 2 estrelas17%
    • 1 estrelas0%
    Rubem Braga profile picture

    Rubem Braga

    Biografia Iniciou-se no jornalismo profissional ainda estudante, aos 15 anos, no Correio do Sul, de Cachoeiro de Itapemirim, fazendo reportagens e assinando crônicas diárias no jornal Diário da Tarde. Formou-se bacharel pela Faculdade de Direito de Belo Horizonte em 1932, mas não exerceu a profissão. Neste mesmo ano, cobriu a Revolução Constitucionalista deflagrada em São Paulo, na qual chega a ser preso. Transferindo-se para Recife, dirigiu a página de crônicas policiais no Diário de Pernambuco. Nesta cidade, fundou o periódico Folha do Povo. Em 1936 lançou seu primeiro livro de crônicas, O Conde e o Passarinho, e fundou em São Paulo a revista Problemas, além de outras. Durante a Segunda Guerra Mundial, atuou como correspondente de guerra junto à F.E.B. (Força Expedicionária Brasileira). Rubem Braga fez diversas viagens ao exterior, onde desempenhou função diplomática em Rabat, a capital do Marrocos, atuando também como correspon­dente de jornais brasileiros. Após seu regresso, exerceu o jornalismo em várias cidades do país, fixando domicílio no Rio de Janeiro, onde escreveu crônicas e críticas literárias para o Jornal Hoje, da Rede Globo de Televisão. Sua vida como jornalista registra a colaboração em inúmeros perió­dicos, além da participação em várias antologias, entre elas a Antologia dos Poetas Contemporâneos.

    76 Livros
    149 Seguidores
    Espírito Santo, Brasil

    Rubem Braga