Diário da dor é um manifesto, mas também é como se sentar por uma tarde e conversar com alguém que realmente entende o que é conviver diariamente com as dores, sintomas e todos os resultados que a Fibromialgia causa.
Robélyo Alves nos conta um pouco de suas rotinas, seus desafios, nos aproxima do entendimento de como é a luta contra o desgoverno da gestão de saúde no Brasil para com todos aqueles que têm doenças como a Fibromialgia, mas também nos apresenta dados e possíveis soluções de como poderia facilmente ter melhorada a vida dos que são acometidos pela doença, com ações práticas e sociais, como o acesso à prática da pintura por exemplo, ou de sessões de acupuntura, entre outros.
Já Elen Edwards, nos traz a visão feminina da situação, de alguém que muitas das vezes, além de parar tudo por si mesma, precisa também atender filhos ou casa, em muitas das situações, sem alguém para lhe ajudar.
O livro traz um apanhado necessário para apresentar a leigos ou portadores que descobriram entrar recentemente para o índice de Fibromiálgicos no Brasil, que gira em torno de 2 milhões de pessoas, além de nos apresentar as lutas diárias contra a doença, o descaso do governo, e muitas das vezes, descaso de hospitais e clinicas, também nos traz esperança, na fé, na coragem, em ações, dicas de remédios e dietas, desde que orientados e permitidos por médicos e especialistas, e o incentivo a construção do próprio diário da dor, pois é importante acompanhar a doença, os sintomas, o que melhora ou o que agrava.
A edição ficou por conta da Editora Doze 2, com a capa cheia de simbolismos pensada pelos autores, o livro já se encontra a venda nas maiores marketplaces do Brasil e em versão e-book, em português ou inglês, na Amazon.