The Far Empty -

    J. Todd Scott

    G.P. Putnam's Sons
    2018
    462 páginas
    15h 24m
    ISBN-13: 9780735218857

    Seventeen-year-old Caleb Ross is adrift in the wake of the sudden disappearance of his mother more than a year ago, and is struggling to find his way out of the small Texas border town of Murfee. Chris Cherry is a newly minted sheriff's deputy, a high school football hero who has reluctantly returned to his hometown. When skeletal remains are discovered in the surrounding badlands, the two are inexorably drawn together as their efforts to uncover Murfee's darkest secrets lead them to the same terrifying suspect: Caleb's father and Chris's boss, the charismatic and feared Sheriff Stanford "Judge" Ross. Dark, elegiac, and violent, The Far Empty is a modern Western, a story of loss and escape set along the sharp edge of the Texas border. Told by a longtime federal agent who knows the region, it's a debut novel you won't soon forget.

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    Daniel Betega23/07/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Novo oeste

    Uma história do "novo oeste" americano. Se passa no Texas, fronteira com o México. As coisas lá ainda são resolvidas na bala. Ainda existe a segregação entre quem pode morrer e quem não pode. Isso quer dizer: que mortes o xerife combate, coloca na estatística, e que mortes podem ocorrer à vontade que ele ainda se orgulha de sua cidade ser extremamente segura. (em essência, podem morrer mexicanos que cruzam a fronteira, tanto pra tentar viver ilegalmente quanto pra traficar drogas) Uma coisa interessante na narração é que ela é contada do ponto de vista de diversos personagens. Cada capítulo tem o nome de um deles e conta a história a partir da sua perspectiva. Isso transforma o romance numa quase-novela, por assim dizer. No meu entendimento, a protagonista da história é a cidade fictícia de Murfee, e cada personagem é protagonista de sua própria história dentro dela. No entanto, como não existem núcleos claros em torno de cada personagem, ainda seria classificada como romance. O importante disso não é o lado teórico, mas o efeito que isso dá à narração. De alguma forma, aumenta o protagonismo da cidade, ao mostrar seu efeito sobre alguns de seus habitantes, e os efeitos deles sobre a cidade. Pra quem gosta de ter a sensação de como seria morar naquela cidade, isso é sensacional. Um outro ponto a ser notado é que quando o filho do Xerife, Caleb Ross, é o protagonista do capítulo, a história é contada em primeira pessoa. Para todos os outros personagens, ela é contada em terceira pessoa. Não consegui identificar um sentido especial para isso. Fato que o pequeno Ross escreveu um diário, mas não creio que seja só essa a motivação da mudança. E não, não causa nenhuma dificuldade para a leitura. Ainda que a cidade de Murfee seja fictícia, o autor J. Todd Scott foi de fato policial na região da fronteira entre Texas e México e, além da sua vivência local utilizou, segundo ele, diversos eventos reais acontecidos nas cercanias de onde ele colocou Murfee. Desse modo, a história ganha um toque de autenticidade e não deixa de proporcionar um pequeno aprendizado sobre a cultura local. A narração evolui muito bem. Aos poucos, dá dicas sobre o que está realmente acontecendo. Tanto a tensão quando a resolução se desenvolvem muito bem. Os personagens são profundos o suficiente. Não é uma história baseada no psicológico, mas na cultura da cidade e no papel do indivíduo nela. Dito isso, todos os personagens tem história, sentimentos, vieses que fazem sentido. Existe uma única situação na qual a história foca em um conflito pessoal, que é no sentimento de Caleb Ross quanto ao desaparecimento da sua mãe. A ambientação é bem feita, natural, o leitor realmente se sente na região onde se passa a história. E a trama é interessante. Quem gosta de aproveitar a leitura como um todo, de uma história bem construída, terá um bom livro nas mãos, do início ao fim. Não uma obra prima, mas sem dúvida um bom livro. Finalizando, eu mencionei o personagem Caleb Ross duas vezes na resenha e ele é mencionado na quarta capa. Falei que só os capítulos dele tem uma narração diferente. Não seria ele então o protagonista, como parece mais natural? Olha, não. E vou dar uma dica sobre isso: Este livro tem uma sequência, e ela é baseada em outro personagem, não nele.

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