A mulher do próximo - Uma crônica da permissividade americana antes da era da Aids

    Gay Talese

    Companhia das Letras
    2002
    483 páginas
    16h 6m
    ISBN-10: 8535902139
    Português Brasileiro

    Como se fosse um romance, este livro se abre com uma cena de masturbação masculina descrita em detalhes, narra diversos episódios de adultério e sexualidade aberta e termina com o autor nu, numa praia fluvial, desafiando o olhar guloso de voyeurs. Mas nada é ficção. Os nomes das pessoas são reais e as cenas e eventos narrados aconteceram realmente. Nesta que é uma das peças mais desconcertantes do chamado "novo jornalismo", Gay Talese mergulha fundo na intimidade de seus contemporâneos e traça um amplo e fascinante painel da mudança de costumes sexuais que varreu os Estados Unidos nas décadas de 1960 e 70, além de fazer uma espécie de história da repressão e da liberdade sexual em um país fundado por puritanos, mas onde sempre floresceram seitas de amor livre e nudismo. Chocante ao ser lançado em 980, A mulher do próximo é hoje um clássico da história da sexualidade.

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    Vinicius Pereira Colares28/11/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Gay Talese não é um dos maiores nomes do new journalism em vão. Uma prova de arte (se me permitem o trocadilho) é A Mulher do Próximo. Recebi a recomendação desse livro junto com a ideia de que esta era a biografia de Hugh Hefner. A minha decepção foi contraditória: o livro é muito mais que isso. Fazendo um papel de historiador, Talese traz os primórdios da revolução sexual com uma escrita ágil e fascinante. A cada capítulo surgem personagens que estão inseridos nessa fase histórica da libertação sexual norte-americana e é difícil não sentir fascinação pelas décadas de 50 e 60. Não vou me apegar a detalhes aqui. Sou do tipo que odeia spoilers. Só posso recomendar, sinceramente, um dos melhores livros do Novo Jornalismo. Aos fãs de um bom romance de não-ficção, fica a dica.

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