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    Cidade das Garotas -

    Elizabeth Gilbert

    Alfaguara
    2019
    424 páginas
    14h 8m
    ISBN-13: 9788556520869
    Português Brasileiro
    4.2
    943 avaliações
    Leram1164Lendo71Querem2735Relendo0Abandonos60Resenhas204
    Favoritos172Desejados2735Avaliaram943

    Da autora de Comer, Rezar, Amar, um novo e delicioso romance sobre glamour, sexo e aventura na Nova York dos anos 1940. Em Cidade das Garotas, uma jovem mulher descobre que não é preciso ser uma “boa garota” para ser uma boa pessoa. Elizabeth Gilbert retorna para o texto ficcional com uma inesquecível história de amor na Nova York dos anos 1940. Narrado a partir da perspectiva de uma mulher que olha para o passado com felicidade, Cidade das Garotas explora a ideia de sexualidade, bem como as idiossincrasias do amor. Em 1940, Vivian Morris tem 19 anos e acabou de ser expulsa da faculdade. Seus pais, ricos e influentes, a enviam para Manhattan, onde mora sua tia Peg, dona de um teatro chamado Lily Playhouse. No teatro, Vivian passa a se relacionar com um grupo de personagens pouco convencionais, mas extremamente carismáticos: grandes atrizes, galãs, escritoras e produtores. Mas quando Vivian comete um erro profissional que resulta em um escândalo, ela passa a ver aquele mundo com outros olhos. No fim, é essa jornada que a ajudará a descobrir o que ela realmente deseja — e qual tipo de vida ela precisa levar para que isso aconteça. É nessa jornada que Vivian também encontra o amor de sua vida, uma pessoa que se destaca de todo o restante. “A certa altura da vida de uma mulher”, escreve Vivian, “ela se cansa de sentir vergonha o tempo inteiro. Depois disso, ela está livre para se tornar quem é de verdade.”

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    Juliana Esgalha picture
    Juliana Esgalha07/04/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Maravilhoso!!

    QUE.OBRA. Não, é sério… Que livro maravilhoso. Eu lembro que assisti “comer, rezar e amar” no avião quando eu estava viajando não me lembro mais pra onde. E não gostei do filme. Muito embora tampouco fui atrás de ler o livro depois, quando vi que esse livro é da mesma autora, confesso que dei uma torcidinha de nariz, mas resolvi ler mesmo assim e ainda bem que quebrei a cara e me surpreendi demais com a narrativa e os detalhes maravilhosos da vida de Vivian na Nova York de 1940. Perceba que temos uma Nova York de 1940, quando a Segunda Guerra Mundial já estava acontecendo, mas não ainda afetando diretamente a vida de quem vivia nos EUA, ainda mais pra uma menina como Vivian que não se preocupava nem um pouco em saber das notícias que aconteciam no seu país e muito menos no mundo, tirando é claro, as revistas de fofoca. Mas Vivian tem um talento incrível que foi ensinado por sua avó e esse talento é a arte da costura. É isso que a ajuda a se enturmar com as pessoas que começam a fazer parte da sua vida após se mudar para Nova York e ir morar com sua tia – Peg – uma atriz e diretora de teatro, dona no Lylly Playhouse que realiza sessões de peças teatrais a preços módicos para a classe trabalhadora imigrante do bairro. Vivian fica fascinada por essa nova vida e não tem como o leitor não se fascinar também diante dos detalhes de como era Nova York e as pessoas que eram ligadas ao teatro nessa época. A história te prende de uma tal forma que é impossível parar de ler. E não é porque há suspenses, grandes dramas ou coisas absurdamente inesperadas, mas toda a essência do glamour (e a falta dele também), em como pulsante era Nova York naquela época e como Vivian viveu (e intensamente), é simplesmente viciante de ler. “O campo da honra é dolorido […] Foi o que meu pai me ensinou quando eu era nova. Ele me ensinou que o campo da honra não é um lugar onde as crianças podem brincar. Crianças não têm honra, e não se espera isso delas, porque é difícil demais. É doído demais. Mas para virar adulta, a pessoa tem que entrar no campo da honra. Agora tudo será esperado de você. Você vai ter que ser vigilante com seus princípios. Terá que fazer sacrifícios. Será julgada. Se cometer erros, terá que se responsabilizar por eles. Vai ter vezes em que você vai ter que deixar de lado seus impulsos e assumir uma posição à que outra pessoa, uma pessoa sem honra, talvez assuma. Talvez você se magoe com essas situações, e é por isso que a honra é um campo dolorido.” – Página 363 Enfim… Numa parte do livro, uma coisa meio tensa acontece e isso muda a vida de Vivian completamente. Na verdade as coisas meio que voltam a ser como eram antes de Nova York – ela volta para a casa dos pais e toda aquela coisa vazia e a crise de existencialismo voltam também, seus pais contribuíram muito pra isso tanto antes como agora. Alguns anos se passam e Vivian nessa fase entra numa espécie de torpor, a Segunda Guerra está no auge, mas não afetando diretamente a vida no interior, até que uma oportunidade surge e Vivian consegue voltar para Nova York. Voltando, ela encontra uma cidade completamente diferente, se dá conta de imediato que os tempos áureos de 1940 não existem mais e ela precisa se adaptar. Vivian que antes era uma personagem vazia e sem amadurecimento algum, começa a finalmente crescer e dar um norte adequado para a sua vida. Ela prospera. Os anos passam e embora algumas coisas particularmente não mudem ou aconteçam em sua vida, mesmo com o passar dos anos, ela aceita isso porque acima de tudo, sabe que todos os seus atos são consequências de suas escolhas. Pra mim foi uma leitura incrível e prazerosa, com diversos ensinamentos.

    62 curtidas

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    • 5 estrelas37%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas1%
    Elizabeth Gilbert Lambiasi profile picture

    Elizabeth Gilbert Lambiasi

    Elizabeth Gilbert Lambiasi (nascida em 18 de julho de 1969) é uma americana romancista, ensaísta, escritora de contos, biógrafa e memorialista. Seu trabalho mais conhecido são suas memórias de 2006, reunidas no livro "Comer, rezar, amar" (Eat, pray, love), que em fevereiro de 2010 mantinha-se a 158 semanas na lista dos livros mais vendidos do New York Times e foi transformado em filme homônimo no mesmo ano. É também autora do livro de contos "Peregrinos" (Pilgrims), do romance "Sobre Homens e Lagostas" (Stern Men), de outro livro de memórias chamado "Comprometida" (Commited), do biográfico "O Último Homem Americano" (The Last American Man) e de mais um livro de receitas, ainda não lançado no Brasil. Seu mais recente trabalho, "A Assinatura de Todas as Coisas" (The Signature of All Things) foi lançado no dia 1º de novembro, no Brasil. Gilbert é publicada pela editora Objetiva e pelo selo Alfaguara, pertencente à editora.

    37 Livros
    455 Seguidores
    Connecticut, Estados Unidos

    Elizabeth Gilbert Lambiasi