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    Woven in Moonlight (Woven in Moonlight #1) -

    Isabel Ibañez

    Page Street Kids
    2020
    384 páginas
    12h 48m
    ISBN-10: 1624148018
    3.6
    32 avaliações
    Leram40Lendo0Querem105Relendo0Abandonos0Resenhas9
    Favoritos3Desejados105Avaliaram32

    A lush tapestry of magic, romance, and revolución, drawing inspiration from Bolivian politics and history. Ximena is the decoy Condesa, a stand-in for the last remaining Illustrian royal. Her people lost everything when the usurper, Atoc, used an ancient relic to summon ghosts and drive the Illustrians from La Ciudad. Now Ximena’s motivated by her insatiable thirst for revenge, and her rare ability to spin thread from moonlight. When Atoc demands the real Condesa’s hand in marriage, it’s Ximena’s duty to go in her stead. She relishes the chance, as Illustrian spies have reported that Atoc’s no longer carrying his deadly relic. If Ximena can find it, she can return the true aristócrata to their rightful place. She hunts for the relic, using her weaving ability to hide messages in tapestries for the resistance. But when a masked vigilante, a warm-hearted princess, and a thoughtful healer challenge Ximena, her mission becomes more complicated. There could be a way to overthrow the usurper without starting another war, but only if Ximena turns her back on revenge—and her Condesa

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    Queria Estar Lendo13/01/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Resenha: Woven in Moonlight

    Woven in Moonlight acabou de ser lançado lá na gringa e me conquistou por prometer uma trama fantástica com inspiração em eventos da vida real. Esse eARC foi cedido em cortesia pelo NetGalley para a resenha. Com uma narrativa carregada em emoção e poesia, a autora Isabel Ibañez conquista desde a primeira página até o fim. No livro, acompanhamos Ximena. Ela é o rosto da Condessa, ainda que não tenha poder em suas mãos. Ela serve a Catalina e se passa por ela para garantir a segurança de sua líder, principalmente agora que os fios de resistência estão desmoronando. O povo Illustrians está ilhado em um forte militar, esperando pelo momento em que os opressores Llacsans atravessarão as barreiras mágicas para destruir todos os sobreviventes. Quando o fazem, no entanto, é sob uma bandeira de trégua - e com um comando. A Condessa deve se apresentar ao palácio para se casar com seu rei; em troca, eles não matarão os reféns que têm em seus calabouços. Catalina é forçada a aceitar, e é Ximena que vai no lugar dela. "Tudo sempre parece mais doce minutos antes da escuridão ascender." Dentro das paredes do palácio, Ximena finalmente confronta a terrível face do rei tirano que destruiu seu povo anos atrás. Assim como também confronta dúvidas sobre a verdade da guerra; existe apenas um lado certo? O que levou o povo do rei a se revoltar? Enquanto busca por uma chance para dar à Catalina e os sobreviventes - chance essa escondida em uma arma misteriosa - Ximena luta contra o tempo e pela própria resistência dentro do covil do inimigo. Como a própria autora descreveu, o antagonista foi inspirado em um líder opressor que existiu na vida real. Suas ações e crimes na Bolívia deram margem para que Isabel construísse seu principal vilão e desenvolvesse o reino tirano que ele comanda; a realidade sombria ajudando a construir uma fantasia sombria. E, claro, a luta para derrubar esse governo, que é o ponto central de toda a trama. Woven in Moonlight me conquistou com sua atmosfera cheia de cores e vida ao mesmo tempo em que apresentava todo o terror e crueldade do rei comandando aquele lugar. A vivência de Ximena nas semanas presa ao palácio serviram para apresentar tudo sobre a guerra, mas também suas opiniões errôneas a respeito de algumas partes dela; é um livro rápido, com personagens bem construídos e uma trama carregada em política e intriga. Ximena me surpreendeu como protagonista. Mesmo suas atitudes mais escorregadias - no caso, burras - foram críveis. Ela não é aquele tipo de personagem que te faz ranger os dentes porque está escolhendo a opção mais absurda e não tem sentido nisso; tudo que ela faz é movido por emoção. Seja essa emoção raiva, confusão ou medo. São traços reais, fáceis de acompanhar, e que tornam a jornada dela emocionante, desde uma simples "cópia" da Condessa até essa rebelde resistente capaz de tomar as próprias decisões. "É mais fácil focar no que a gente perdeu e no que eles ganharam." Sua convivência com os Llacsans é tensa e venenosa, carregada em preconceito a princípio. São dois povos que causaram a ruína um do outro; se eles se reergueram, foi a um preço caro demais para os Illustrians. O livro trabalha bem a questão de olhares estreitos e tensões trocadas nas primeiras interações, assim como desenvolve a humanidade de seus personagens. Ximena passa a entender seus inimigos. Conviver com eles mostra que também foram vítimas - ainda que governados por um monstro, a monstruosidade não lhes pertence. Eles queriam liberdade, tal como seu povo. Queriam uma vida feliz, tal como seu povo. O homem que os levou para a frente de batalha é o verdadeiro perigo. E ainda que suas aparições sejam breves, o rei Atoc é mortífero. Dá para sentir o medo daqueles ao redor dele, o terror que ele impera em seus súditos e servos. Mesmo Ximena, em toda sua coragem, entende o que é a tirania empregada por ele. "Marés crescentes não podem ser contidas, mas podem ser controladas." Mais personagens enchem as páginas do livro, mas o que me ganhou além de Ximena foi o Rumi. Eu não sabia o que esperar desse curandeiro; a primeira vista, não passava de um súdito bajulador e desesperado por um lugar próximo do rei. Conforme as páginas passam, no entanto, a humanidade dele aparece e passamos a entender seus medos e seus trejeitos. Suas interações com Ximena são cheias de bom humor e provocações e nem preciso de muito mais para falar que eles formam um bom ship, né? Começam se bicando até entender que estão atraídos um pelo outro - o resto só lendo para entender a beleza do casal. A trama política e mágica acontecem em um bom tempo. Não tem aquela pressa de apresentar o universo fantástico ou as regras de como tudo funciona e eu fiquei muito feliz por isso, porque deu pra me acostumar com os nomes e lugares antes de me acostumar às magias e histórias. Tudo bem encaixadinho e traçado de modo a te colocar dentro do mundo criado pela autora. "Nem todas as lutas precisam ser vencidas através de punhos e espadas." O mistério envolvendo a Estrella - a arma mágica que Ximena está procurando - e o mascarado El Lobo, um vigilante que vem aterrorizando o governo de Atoc - se entrelaçam. Não posso falar muito a respeito, mas quando as respostas chegam, elas foram muito bem trabalhadas para caminharem até ali. Eu espero muito que esse livro venha para o Brasil - mas, se você souber um pouquinho de inglês, vale a pena dar uma chance para essa história. É livro único, pode comemorar, e prometo que vai se encantar pela Ximena e por seu universo de fios e luz da lua num piscar de olhos.

    13 curtidas

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    Avaliações

    3.6 / 32
    • 5 estrelas34%
    • 4 estrelas28%
    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas6%
    Isabel Ibañez Davis profile picture

    Isabel Ibañez Davis

    ISABEL IBANEZ nasceu em Boca Raton, Flórida, e é orgulhosamente filha de dois imigrantes bolivianos. Se formou em Escrita Criativa e é mentora do Pitch Wars há três anos. Ela é uma ávida frequentadora de cinema e adora reunir familiares e amigos na mesa de jantar. Atualmente, mora em Winter Park, Flórida, com o marido, cachorro e uma coleção de livros.

    13 Livros
    35 Seguidores
    Flórida, Estados Unidos

    Isabel Ibañez Davis