O livro é uma coletânea de artigos escritos por docentes e discentes do PPHIST, resultados dos estudos realizados na linha de pesquisa “Cidade, floresta e sertão: cultura, trabalho e poder”, que se debruça, entre outros aspectos, sobre os espaços urbanos amazônicos, sua cultura, movimentos sociais, poderes locais e políticas de governo. Além desses autores, há a colaboração do professor doutor Carlos Zeron, da Universidade de São Paulo (USP).
Pensando Belém - De acordo com a professora Nazaré Sarges, o livro surgiu pela iniciativa dos professores vinculados à linha de pesquisa, que consideraram que janeiro de 2016 seria um momento oportuno para repensar e compreender melhor a história de Belém. “E, mais que isso, entendemos que esses textos serão lidos para muito além de 2016, daí o subtítulo da obra, ‘Para além dos 400 anos’. É preciso tornar a cidade um tema de reflexão constante”, enfatiza.
A professora Franciane Lacerda destaca a importância dessa reflexão. “A possibilidade de refletirmos sobre a Belém do passado também permite pensarmos a cidade do presente e até mesmo a que queremos e sonhamos para o futuro”, pontua. “Dessa forma, pensamos que a história da cidade é a história de seus moradores e, portanto, uma história de lutas, conflitos, desigualdades, injustiças sociais, mas também de construção de identidade, de festa, de trabalho e de alegrias”, completa.
Capítulos – O livro é composto por onze artigos, que tratam sobre temáticas variadas, englobando os séculos XIX e XX, e nos quais o entendimento da cidade foi fundamental para a construção dos argumentos dos autores. “Assim, ainda que algumas das pesquisas não tivessem Belém como foco de análise principal, essa temática ganhou importância na medida em que falar de um determinado tema foi também falar da experiência urbana de certos sujeitos sociais”, explica a professora Franciane Lacerda.
Dentre os assuntos abordados, estão a planta do município projetada por José Sidrim, os moradores como construtores da cultura urbana, a epidemia de gripe espanhola, o domínio cabano, a representação de Belém na obra de Dalcídio Jurandir e a forma como os estrangeiros apreenderam a cidade de 1840 a 1890.
Fonte: