O livro procura discorrer sobre a teoria e clínica psicanalítica da psicose abordando a teoria freudiana e a interpretação lacaniana através dos três registros - real, simbólico e imaginário. A questão central - Uma clínica para o CAPS - foi trabalhada buscando levantar-se pontos relacionados ao que se chamou de herança do modelo manicomial presente na atenção psicossocial e que dificultam a construção de uma clínica. A partir do estudo de algumas práticas institucionais realizadas a partir da psicanálise, práticas que podem contribuir para a construção de uma clínica nos CAPS, tais como a psicoterapia institucional de Jean Oury, a prática entre vários surgida na Europa com adeptos também no Brasil e a psicanálise com muitos, clínica gerada e operante em alguns CAPSis do Rio de Janeiro, elegeu-se a psicanálise com muitos como melhor dispositivo para a clínica nos CAPS. Por último, são analisados outros aspectos do cotidiano dos Centros de Atenção Psicossocial propondo quatro pilares para a construção de uma clínica efetiva para este dispositivo - o diagnóstico estrutural, uma ética para o sujeito, a psicanálise coletiva e a dimensão clínica de rede.