Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores1
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O filho é da mãe? -

    Priscilla Bezerra Barbosa

    Substânsia
    2017
    120 páginas
    4h 0m
    ISBN-13: 9788569643265
    Português Brasileiro
    5
    1 avaliação
    Leram1Lendo0Querem0Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados0Avaliaram1

    Um livro recheado de "Histórias Espelho" onde, da primeira até a última narrativa as leitoras podem ver refletidos seus próprios enfrentamentos cotidianos e em que os leitores podem ver a imagem, muitas vezes distorcida, criada em torno da maternidade. Um livro onde a palavra escrita ecoa militância e em que, por sua vez, a militância mantém na escrita a potência necessária para questionar aos quatro cantos a imposição da submissão da mulher à maternidade. Um texto potente e instigante que proporciona um encontro entre a voz que conta (escreve) e a voz que (também) ouve (lê), promovendo um diálogo intenso que culmina na experiência da alteridade: Aquela Outra também sou eu. Um texto escrito com coração na garganta, com o espírito livre e com o megafone na mão para convidar a tomada de consciência sobre o lugar social da maternidade na vida da mulher e fundamentalmente para discutir com amplitude, força e amorosidade se O filho é da mãe?

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    Hanny Saraiva picture
    Hanny Saraiva09/05/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Potente e instigante

    “Vasto e tenso lugar da maternidade” – é o que define O filho é da mãe? e suas sutis nuances sobre a potência de ser mãe, seus percalços e suas singularidades. Dando voz e vez a mulheres-mães que são acima de tudo mulheres em busca da compreensão da maternidade e todos os esforços e forças para se lutar contra uma sociedade machista, o livro é um achado. Desses que você encontra quando já leu uma vasta literatura sobre o tema, e que te surpreende. Surpreende por trazer um olhar feminista sobre a questão da maternidade, não apenas a maternidade em si. A busca por individualidade, o anseio por não perder identidade, a corda bamba de ser várias em uma só são pontos retratos com generosidade na narrativa, nos fazendo refletir sobre escolhas, culpa e sobrevivência. Maternidade não é, nem deveria ser um encerrar sobre o ser, mas – nas palavras da autora – uma “lente para que através dela eu veja o mundo”. Repleto de vivências e vozes de mulheres que são múltiplas, não apenas mães, o livro também toca num assunto que não é muito discutido, como o fato de ser mãe recai sobre a mulher um julgamento. Quantas vezes as mulheres perdem oportunidades profissionais ou acadêmicas quando informam que também possuem a maternidade em seu currículo? Quantos julgamentos são impostos na academia e na vida sobre mulheres-mães? Ela dará conta? Quem ficará com os filhos? Tocando no cerne da questão, a pergunta ainda paira no ar: mas então o filho é da mãe? Ele não é um ser que será preparado para o futuro pela sociedade, pelo pai, pelo restante da família? Por que a mãe é aquela que tem que ser salvadora de tudo, menos dela mesma? Ser mãe e atuar no mundo é um longo caminho, uma grande jornada. “Daí a necessidade de discutir, refletir e problematizar tais dificuldades”, conclui a autora. E mais, como ela indica: “Precisamos lutar para que nossa escolha relativa à maternidade não pese em nossas vidas como uma âncora que nos aliena compulsoriamente de perspectivas outras.” Para finalizar, faço das palavras da autora as minhas de leitora: “Por tudo que foi e ainda tem sido pensado por mim sobre mulheres e maternidades, pergunto a você, leitora e leitor, não se é possível ser uma mulher, mãe e atuar na esfera pública da vida, mas sim, a que custo, ainda hoje, essa mulher tem a possibilidade de tal atuação?” Citações preferidas: – O que digo a todas elas é que compreendam que não há nada no mundo que nos obrigue a ser o que não desejamos. – As tantas histórias que esta mulher me contou naquela tarde, em conjunto com tudo o que eu vivera até ali, me fizeram perceber que comumente passamos a vida aprisionadas a construções que nos atormentam. – Minhas tentativas de diálogo são inúteis e eu faço aquilo que posso, me calo e aguardo. – Assim, a partir de outras, vejo o meu reflexo, um bocado de mim em cada uma delas. – Cada vez mais tenho percebido que a maternidade é uma eterna e tensa disputa entre o ideal e o real possível. – Todas nós, essas mulheres com as quais dialoguei ao longo da pesquisa e eu, temos em comum, além da culpa, a superação desta. – O que muitos não perceberam ainda é que, na realidade da vida maternal, gritam-me Mãe da mesma forma que gritam-me Negra.

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    5 / 1
    • 5 estrelas100%
    • 4 estrelas0%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%