Fenda -

    Ranieri Ribas

    Editora Penalux
    2019
    124 páginas
    4h 8m
    ISBN-13: 9788558335089
    Português Brasileiro

    Fenda é um livro de impacto, ainda que sua magnitude venha de algo silencioso. Aqui, a poesia se apresenta, cumpre seu papel e toma seu rumo, sem a necessidade de se exibir e tentar ser mais do que é: um instrumento de comunicação. E, talvez justamente por isso, torna-se grande. Mas, ainda paradoxalmente, como um exercício de meditação e intensa reflexão interior, Fenda é o resultado da necessidade da existência da palavra. A criação do Verbo que, tomando forma, em seu estado mais puro – a Poesia –, pode receber a função mística, não de salvação, mas da aproximação com o Eterno. Os temas, apesar de estarem todos baseados na perspectiva da fé cristã, são variados, assim como suas formas poéticas. Entretanto, o autor, mesmo no seu universo caótico, encontra um centro, no qual se apoia e consegue transitar por tanta diversidade e confusão, sem se deixar perder. Ranieri Ribas, que desde sua estreia já se revelava um poeta de alto gabarito, em Fenda mostra sua maturidade e domínio sobre temas que facilmente poderiam cair nos clichês e sentimentalismos baratos, mas que aqui trabalham sensações e reflexões complexas. Esta edição conta com o belo posfácio de Pedro Almendra.

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    Bells22/06/2019Resenhou um livro
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    Fenda é um livro de poesias escrito pelo Ranieri Ribas. "Fenda é um livro de impacto, ainda que sua magnitude venha de algo silencioso. Aqui, a poesia se apresenta, cumpre seu papel e toma seu rumo, sem a necessidade de se exibir e tentar ser mais do que é: um instrumento de comunicação. E, talvez justamente por isso, torna-se grande. Mas, ainda paradoxalmente, como um exercício de meditação e intensa reflexão interior, Fenda é o resultado da necessidade da existência da palavra." Os temas estão baseados na fé cristã do autor. Algumas poesias são difíceis de ler, por isso requer bastante atenção. - Porque És Jovem, Tu Podes Amigos Fazer "Porque és jovem, tu podes amigos fazer. Inda podes fazê-los se os fizer por si mesmo. Se com eles amor comum partilhas ter, Ou se segredas a eles esmeros e espelhos. Velho sereis se não puderdes mais fazê-los? Talvez, a vós direi na vetustez patente. Amigos quem os fez em tempo os fez em zelo Para vê-los sempiternos à revelha gente. Quanto mais velhos mais veloz vem-nos o Tempo; Em dezembros, dez anos sem os perceber. Fingir sr moço não distrai do Tempo a vez. Se mascaras o falso jovial ao rosto, Estancas o ponteiro do Tempo sotoposto Ilude-te nas coisas imóveis que vês. Inda podes amigos fazer, jovem moço."

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