Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas2
    • Leitores48
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Alvar Mayor Vol. 1 - A Lenda do Eldorado e outras histórias

    Carlos Trillo, Enrique Breccia

    Editora Lorentz
    2019
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9788593590030
    Português Brasileiro
    4.3
    21 avaliações
    Leram24Lendo1Querem23Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos1Desejados23Avaliaram21

    Alvar Mayor foi um dos primeiros brancos nascidos na América, trabalha como guia através da América latina. Tem um senso de ética muito apurado, e, mesmo que não seja herói na acepção da palavra, se vê obrigado a intervir nos acontecimentos que atravessam seu caminho. Todas as histórias são auto conclusivas e podem ser lidas separadamente, apesar de terem uma leve ligação e um senso de continuidade. A leitura da série como um todo permite perceber a evolução dos roteiros e desenhos e evidencia a alternância nos estilos de narrativa. As primeiras histórias tem um estilo mais concreto, mas logo em seguida a saga flerta com o surrealismo, apresentando histórias mais oníricas. Posteriormente, C. Trillo surpreende com narrativas mais poéticas e segue nesse ritmo alternante por toda a saga. As histórias escritas por C. Trillo evidenciam a bestialidade e a crueldade dos colonizadores espanhóis, alternando entre o satírico e o sombrio em histórias extremamente concisas. Além disso, o roteirista se mune de lendas e relatos históricos para construir um quadrinho que surpreende de todas as maneiras. Durante toda a série, Alvar Mayor caminha em busca de algo que em nenhum momento se explicita ao longo do texto. Há quem suspeite que o que Alvar Mayor procura a ele mesmo - sua própria identidade como pessoa e uma ideia mítica de felicidade. A mesma idealização da existência que o homem persegue hoje: a suspeita de que a vida tem que ser algo diferente do que vivemos. Enrique Breccia, que começava a dar os primeiros passos da carreira longe do pai, já havia mostrado que tinha muita técnica. Agora, precisava mostrar que podia imprimir um estilo próprio e cativante em uma obra exclusivamente sua. Seu traço em Alvar Mayor é elogiável: os desenhos são essencialmente expressionistas e realistas, trabalhando muito bem o uso do preto e branco puro na construção dos personagens e dos cenários. Por outro lado, Breccia consegue inserir no contexto da obra algumas feições exageradas que beiram o caricato - sem permitir que o leitor saia da atmosfera realista da história. Assim como nas obras de Hieronymous Bosch e em determinados desenhos de Albrecht Dürer, esse estilo caricato não tinha como objetivo ser realista: buscava expressar da maneira mais clara e grotesca possível a loucura.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (2)Ver mais
    Felipe de Gouvêa Peixoto Alves picture
    Felipe de Gouvêa Peixoto Alves17/09/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Cobiça, sempre ela

    Ouro, prata, pedras preciosas, juventude eterna. A cobiça dos conquistadores do Velho Mundo mirava sempre algum destes itens, frequentemente todos eles. O volume um de 'Alvar Mayor', criado por Carlos Trillo e Enrique Breccia, nos traz como protagonista o filho mestiço do branco europeu da expedição de Pizarro com a indígena originária das terras devastadas do Peru. Ao lado do companheiro Tihuo, nativo da agora chamada América do Sul, Alvar irá conduzir os aventureiros em busca do ouro da cidade de El Dorado perdida, mas ele não fará isso sozinho. Ele te levará, leitor, junto consigo para desbravar as terras do Novo Mundo. Prepare-se! Publicado de forma magistral pela Editora Lorentz, o primeiro volume (de três) da coleção 'Alvar Mayor' cumpre o papel das séries: os capítulos iniciais nos ambientam e nos encantam com o charme 'anti-herói' de Alvar e Tihuo, seu companheiro de jornada. Sempre dispostos a fazer o colonizador se dar mal, a dupla representa no papel a criatividade da também dupla Trillo e Breccia, que pouco a pouco vão introduzindo não só novos coadjuvantes ao elenco do quadrinho, como também aumentam a cada capítulo o realismo fantástico dos povos e florestas das terras ao sul do Equador. A cada capítulo, magia e sangue fazem de 'Alvar Mayor' uma saga inebriante, que fisga o leitor e o coloca, invariavelmente, ao lado dos povos dizimados pelos colonizadores. Que grata descoberta! Que grata leitura! Mal posso esperar pra descobrir as novas aventuras que os outros dois volume da coleção da Lorentz reservam! E você, já conhecia esse gibi? Vai por mim: além de desenhos incríveis, o roteiro da saga de Alvar Mayor vai te pegar de jeito.

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 21
    • 5 estrelas24%
    • 4 estrelas71%
    • 3 estrelas5%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Carlos Trillo profile picture

    Carlos Trillo

    Carlos Trillo (Buenos Aires, 1943 -2011). Escreveu o seu primeiro argumento aos vinte anos para a revista Patoruzu. Em 1963 teve a sua primeira experiência profissional, aceitando vários trabalhos na área editorial. Dez anos mais tarde, tornou-se diretor de arte de uma revista satírica, Satiricon. Contudo, em 1976, esta revista foi proibida pela ditadura militar. Em 1975 escreveu Un Certain Danari para Alberto Breccia, seguiu-se Chavez le Fou para Horacio Altuna. Depois expandiu as suas atividades na banda desenhada e começou a escrever para várias revistas El Pendulo, Humor, Superhumor. Continuou a colaborar com Altuna em várias histórias, como Charlie Moon, Merdichevski, Les Petites Portes de M. Lopez e Slot Machine. Fez, também, equipa com artistas como Domingo Mandrafina em histórias como Histoire Sans Paroles e El Husmeante. Nos anos oitenta escreveu para Jordi Bernet (Carnage Plus, Light and Bold), Eduardo Risso (Fulù, Simon, JC Benedict), Madrafina (Peter Kampf, Cosecha Verde) e Juan Giménez (Gangrène). Em 1992, criou Cybersix com Carlos Meglia, uma série acerca de criaturas geneticamente manipuladas, e Spaghetti Brothers, com Mandrafina. Escreveu, ainda, Chicanos para Risso, uma série passada num gueto espanhol numa metrópole americana. Depois de conhecer um agente da CIA, Trillo inspirou-se para a criação Mon Nom N'est Pas Wilson, que foi ilustrada por Walter Fahrer e publicada pela Casterman em 2000. Carlos Trillo é um mestre no realismo e na crítica social, que o tornou num dos melhores escritores argentinos de banda desenhada.

    8 Livros
    2 Seguidores

    Carlos Trillo