Quartos fechados na noite fria e chuvosa, paredes cobertas de tapeçarias e cortinados coloridos, quadros, bustos de gesso, móveis antigos, velas que crepitam em altas chamas — mas que não iluminam o suficiente — projetando sombras estranhas na escuridão. Um homem solitário, presa de lembranças e alucinações, realidade e sonho; a Arte em tons de loucura e o aroma de éter flutuando numa atmosfera de horror... É em semelhante ambiente que se desenvolvem a maior parte das histórias dos Contos de um bebedor de éter (1895), um clássico da literatura de paraísos artificiais. Seu autor: Jean Lorrain, pseudônimo de Paul Alexandre Martin Duval, que nasceu em 1855 e faleceu em 1906 com as entranhas completamente destruídas pelo consumo imoderado de éter. Aqui, além dos 9 Contos de um bebedor de éter, pela primeira vez publicados na íntegra no Brasil, o leitor encontra 3 outras histórias deste que foi um dos maiores representantes da estética decadentista. Contos: A morada maléfica / Uma noite agitada / Reclamação póstuma / Um crime desconhecido / Os buracos da máscara / O visionário / O possesso / A mão enluvada / O duplo / Presa das trevas / Dolmancé / O homem das cabeças de cera
