Peter Parker já foi muitas coisas - estudante, fotógrafo, CEO e até o Doutor Octopus! - mas chegou a hora de retornar às origens e ser quem ele sempre foi. um perdedor! Peter terá de assumir a responsabilidade por seus atos do passado (até aqueles dos quais ele não é culpado), além de dividir um apartamento com um amigo de velha data. e um super-vilão?!
O Espetacular Homem-Aranha - Retorno às Origens
Ryan Ottley
GIBIZÃO NOTA 10!
Este recomeço do Homem-Aranha nos quadrinhos é espetacular tanto para novos leitores, quanto para antigos fãs como eu. O editor C.B. Cebulski, que vem acertando a cada passo na Marvel, chamou o roteirista Nick Spencer para realizar este "Retorno às Origens" e o resultado não poderia ser mais divertido e icônico. O autor estudou e revisitou todas as histórias do teioso na última década (que receberam tramas cheias de altos e baixos, mas bem ousadas, nas mãos de Dan Slott) e meio que colocou Peter Parker em seu costumeiro status quo: o de um cara fodido e sem sorte, que além de salvar Manhanttan, ainda tem que pagar boletos. Por isso, nada de Indústrias Parker, nem vilões assumindo o corpo e a mente do herói. Aqui as coisas voltaram ao básico, mas de um jeito bastante saboroso de acompanhar. Por isso, Peter agora vai dividir apartamento com um de seus amigos (e com um terceiro, que é o vilãozeco Bumerangue, o que cria toda uma nova dinâmica), perde novamente o trampo no Clarim Diário e recebe uma oportunidade de voltar aos estudos na universidade onde se formou. E dado ações do prefeito Wilson Fisk, o antigo Rei do Crime, o Aranha começa a ficar queimado entre os Vingadores e outros supers, ao mesmo tempo que em um único encadernado da Panini Comics Brasil, ele enfrenta mais da metade de sua rica galeria de vilões, por isso espere ver Rino, Mystério, a nova Electro, e até subinimigos, como Marko: o Homem-Montanha, Argola, a Besouro, o Formiga Negra, Treinador e uma versão improvável do Lagarto (incluindo aí um indício não esclarecido de Kraven e de uma figura demôniaca, que eu não faço ideia). Some a isso, a perda de moral que o protagonista tem com sua Tia May, sendo recompensado com a reatada no romance com Mary Jane, e você tem o tom ideal. Tudo fodamente embalado pelo traço cartunesco e pra lá de bem-vindo do grande Ryan Ottley, descoberto no passado no título de Invencível (onde comandou todas as edições, por isso ele tem fôlego pra assumir uma revista inteira). Além de desenhar as figuras humanas de maneira bem particular (não são layers com cabelos de cores diferentes, cada um realmente tem seu próprio rosto, jogo de expressões e maneira de se portar), ele ainda mantém um design bastante atraente pra todos os heróis e vilões, e sabe compor incrivelmente sequências de ação e enquadramentos impactantes (com traços claros e compreensíveis), em um estilo singular. Ottley certamente é um dos maiores artistas de seu tempo. A arte-final refinada de Rathburn e as cores vibrantes de Martin contribuem muito no material final. A voz que Spencer encontra pra Peter e o Aranha é acertada, dosando bem as piadas sem ser chato à lá Deadpool, nem careta como antigamente. E toda a ironia ao redor de Parker e seu elenco, funcionam em boa química e humor negro, com diálogos ágeis, cenas dinâmicas e reviravoltas críveis e funcionais, tornando O Espetacular Homem-Aranha, um dos MELHORES GIBIS MENSAIS em bancas atualmente. É uma sitcom com cara de desenho animado, para todo o tipo de leitor. Vai na fé, que vale cada Real investido!
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