A Exortação Apostólica Pós Sinodal Christus Vivit mostra o quão misericordioso é o Papa Francisco em olhar paras a mais diversas realidades dos jovens de todo o mundo.
O que mais me deixa seguro na Igreja hoje, é sem dúvidas, o Sumo Pontífice, por quem tenho bastante devoção e carinho. É como quando você está sozinho em um ambiente social desconhecido com vários estranhos, mas logo chega um amigo e você já não se sente mais tão tenso.
Isso se deve ao fato de que não diferente de outros jovens, cheguei a Igreja carregando meus próprios fardos, mas que de alguma forma tornavam-se cada dia mais leves com suas simples palavras. Foi aí que entendi o significado de o doce Cristo na terra.
Compreende o Papa na exortação que o amor de Cristo pelos jovens: É um amor «que não se impõe nem esmaga, um amor que não marginaliza, não obriga a estar calado nem silencia, um amor que não humilha nem subjuga. É o amor do Senhor: amor diário, discreto e respeitador, amor feito de liberdade e para a liberdade, amor que cura e eleva. É o amor do Senhor, que se entende mais de levantamentos que de quedas, mais de reconciliação que de proibições, mais de dar nova oportunidade que de condenar, mais de futuro que de passado».
Outro ponto que achei interessante na exortação foi a citação da Papa a um poema que diz assim:
«Se, para recuperar o que recuperei, tive de perder primeiro o que perdi, se, para obter o que obtive, tive de suportar o que suportei, se, para estar agora enamorado, tive que ser ferido, considero justo ter sofrido o que sofri, considero justo ter chorado o que chorei. Porque no fim constatei que não se goza bem do gozado senão depois de o ter padecido. Porque no fim compreendi que quanto a árvore tem de florido vive do que ela tem de enterrado».
Essa poema aponta bem os sofrimentos da juventude em suas mais diversas faces. São como os sofrimentos de Cristo (obviamente que em menor grau), sofrimentos que duram, mas não são eternos. E que no fim da estrada tornam-se medalhas pelo caminho percorrido. Por isso afirma no íncio: Ele vive e quer-te vivo!