O Sirius Hotel fica na ilha de Larus, uma pequena ilha longe de tudo. Alguns turistas passam as férias lá para aproveitar a areia branca e o sossego. Mas ao chegarem lá, alguma coisa estranha começa a acontecer, a ilha e o hotel são imersos em mistérios.
Com uma narrativa intercalada entre vários pontos de vistas, um grupo de amigos, um casal e um pai e uma filha, temos uma conexão mais íntima com os personagens, entendendo seus sentimentos e suas dores. Essa narrativa faz com que tudo se conecte de forma mais completa no decorrer da história.
Em poucas páginas a autora consegue deixar o leitor com um sentimento de desespero querendo terminar logo o livro para saber de fato qual é o problema da ilha. No decorrer da história somos pegos de surpresa por tantos acontecimentos loucos que em dado momento ficamos pensando que estamos doidos junto com os personagens. É incrível a escrita imersiva que a Larissa tem, apesar de a trama parecer confusa no início, quando as coisas começam a se conectar somos nocauteados com uma avalanche de informação e a sensação no final da história é como uma explosão da mente. Não dá para deixar de citar as ótimas reflexões que o desfecho da história nos trás.
"Exise algo interessante sobre a culpa. Nós sempre precisamos de um culpado para carregar nossos fardos. É difícil conviver com os próprios erros até começarmos a acreditar que não são nossos. As vezes a mentira é tão bem contada que se torna uma verdade, mas é uma verdade só nossa."
Sem dúvidas, uma leitura que indico muito para para amantes de histórias curtas e frenéticas, com capítulos feitos para surpreender o leitor.