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    Signatura Rerum - Sobre o método

    Giorgio Agamben

    Boitempo
    2019
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788575597002
    Português Brasileiro
    3.8
    6 avaliações
    Leram14Lendo5Querem27Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados27Avaliaram6

    Nesta obra fundamental, Giorgio Agamben destrincha os procedimentos formais e as escolhas metodológicas que fundamentam seu percurso filosófico ao abordar três figuras conceituais: o paradigma, a assinatura e a arqueologia. Dialógico desde o título, que faz referência ao nono tratado de Paracelso (De signatura rerum naturalium), este livro sobre o método se constrói pelo entrelaçamento do discurso de Agamben com os de Foucault, Benjamin, Paracelso, Warburg, Overbeck e Melandri. Signatura rerum organiza-se em três ensaios. O primeiro, O que é um paradigma?, reconstrói a teoria do exemplo e da analogia, verdadeira lacuna na história da lógica ocidental. O segundo ensaio, Teoria das assinaturas, faz uma genealogia sobre o papel do pesquisador e sua habilidade de rastrear e usar assinaturas. O terceiro e último ensaio, Arqueologia filosófica, segue a tradição foucaultiana de análise das relações entre história e arqueologia, que remonta a um conceito de origem que não permanece isolado no passado, continua agindo no presente. O entrelace dessas três figuras define o espaço de um breve tratado sobre o método.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Gabriel Dummer Camargo picture
    Gabriel Dummer Camargo21/01/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Consegue ler as assinaturas?...

    Aprecio muito a filosofia de Giorgio Agamben, desde seu conhecimento da semiótica e da linguística, em que oferece percepções além do mundano para expressões, assim como suas conexões e analogias com outros pensadores. Em Signatura rerum temos três ensaios sobre o método e a pesquisa de modo geral, focalizando em conceitos como paradigma, assinatura e arqueologia. Destaco especialmente a interessante noção de assinatura, sendo justamente a capacidade de lê-las, em sua natureza efêmera, que depende o nível do pesquisador (segundo um estudo de Walter Benjamin). Há também uma curiosa analogia ao famoso detetive Sherlock Holmes. Outro destaque é a ótima edição da Editora Boitempo: seriedade, qualidade e beleza unidas num mesmo volume.

    4 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 6
    • 5 estrelas17%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas33%
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    • 1 estrelas0%
    Giorgio Agamben profile picture

    Giorgio Agamben

    Agamben foi educado na Universidade de Roma, onde em 1965 escreveu uma tese laurea inédita sobre o pensamento político de Simone Weil. Agamben participou dos seminários Le Thor de Martin Heidegger (sobre Heráclito e Hegel) em 1966 e 1968. Na década de 1970, trabalhou principalmente com linguística, filologia, poética e tópicos da cultura medieval. Nesse período, Agamben começou a elaborar suas preocupações primárias, embora seus rumos políticos ainda não estivessem explícitos. Em 1974-1975 foi fellow do Warburg Institute, University of London, por cortesia de Frances Yates, a quem conheceu por intermédio de Italo Calvino. Durante esta bolsa, Agamben começou a desenvolver seu segundo livro, Stanzas (1977). Agamben esteve próximo dos poetas Giorgio Caproni e José Bergamín, e da romancista italiana Elsa Morante, a quem dedicou os ensaios "A Celebração do Tesouro Escondido" (em O Fim do Poema) e "A Paródia" (em Profanações). . Foi amigo e colaborador de eminentes intelectuais como Pier Paolo Pasolini (em cujo O Evangelho Segundo São Mateus fez o papel de Filipe), Italo Calvino (com quem colaborou, por um curto período, como assessor do editora Einaudi e desenvolveu planos para uma revista), Ingeborg Bachmann, Pierre Klossowski, Guy Debord, Jean-Luc Nancy, Jacques Derrida, Antonio Negri, Jean-François Lyotard e muitos, muitos outros. O pensamento político de Agamben foi fundado em suas leituras da Política de Aristóteles, da Ética a Nicômaco e do tratado Sobre a Alma, bem como nas tradições exegéticas sobre esses textos na Antiguidade Tardia e na Idade Média. Em sua obra posterior, Agamben intervém nos debates teóricos que se seguiram à publicação do ensaio de Nancy La communauté désoeuvrée (1983) e da resposta de Maurice Blanchot, La communauté inavouable (1983). Esses textos analisavam a noção de comunidade em um momento em que a Comunidade Européia estava em debate. Agamben propôs seu próprio modelo de comunidade que não pressupunha categorias de identidade em The Coming Community (1990). Nessa época, Agamben também analisava a condição ontológica e a atitude “política” de Bartleby (do conto de Herman Melville) – um escrivão que “prefere não” escrever. Atualmente, Agamben leciona na Accademia di Architettura di Mendrisio (Università della Svizzera Italiana) e lecionou na Università IUAV di Venezia, no Collège International de Philosophie em Paris e na European Graduate School em Saas-Fee, Suíça; anteriormente lecionou na Universidade de Macerata e na Universidade de Verona, ambas na Itália. Ele também ocupou cargos de visita em várias universidades americanas, desde a University of California, Berkeley, até a Northwestern University, e na Heinrich Heine University, Düsseldorf. Agamben recebeu o Prix Européen de l'Essai Charles Veillon em 2006. Em 2013, ele recebeu o Prêmio Dr. Leopold Lucas da Universidade de Tübingen por seu trabalho intitulado Leviathans Rätsel (Leviathan's Riddle, traduzido para o inglês por Paul Silas Peterson)

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    Kingdom of Italy, Itália

    Giorgio Agamben