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    Suplemento Pernambuco (nº. 140) - Sobre Firmina

    não informado

    Cepe Editora
    2018
    32 páginas
    1h 4m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
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    Nº 140 - Outubro 2017 Carta dos editores: A capa desta edição traz uma narrativa do cativeiro do esquecimento – e mostra que esse cárcere não apagou a memória da liberdade. Falamos de Úrsula (1859), de Maria Firmina dos Reis (1825-1917), que ganha reedição pela Editora da PUC Minas. A escritora foi a primeira da língua portuguesa a escrever um romance abolicionista, mas aproveitamos a ocasião para falar de como o colonialismo sempre se esforçou para suprimir a população afrodescendente. Isso passa pela imagem de Firmina, que é desconhecida. A designer Karina Freitas escolheu trabalhar em cima de fotos antigas de mulheres negras, ainda que não se conhecesse o tom de pele da autora. Trabalhar a ausência de forma literal (extração do rosto) se mostrou algo violento – semelhante àquela que foi imposta à escritora. A imagem ainda dialoga com Susana, mulher escravizada que, em Úrsula, se fia nas memórias de seu passado livre. As narrativas de matriz afro-brasileira entoam um coro atemporal de resistência e denúncia. Se Firmina foi uma das primeiras, hoje escutamos sua voz por meio de escritoras como Ana Maria Gonçalves, Luz Ribeiro, Elizandra Souza e tantas outras. Nesta edição, uma entrevista com José Luiz Passos, autor de Antologia fantástica da República brasileira – 2° título do Selo Suplemento Pernambuco – uma narrativa que faz dialogar o privado e o público para pensar a República. E ainda: Maria de Lourdes Alves, escritora que fissura o entendimento canônico de literatura; uma leitura de Carlos Felipe Moisés, o poeta; o termo cosmopolitismo e suas mutações hoje; o novo livro de Sérgio Sant’Anna; a reedição de Stella Manhattan em tempos de ataque aos direitos LGBTQI; Januária Cristina Alves e seu trabalho de registrar o folclore brasileiro; poemas de Aglaja Veteranyi (1962-2002). Também publicamos um trecho do livro Comum, sobre o que hoje dá base às reivindicações sociais. Agradecemos à editora Boitempo pela cessão do trecho da obra.

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