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    A Geração Que Esbanjou Seus Poetas -

    Roman Jakobson

    Cosac Naify
    2006
    96 páginas
    3h 12m
    ISBN-10: 8575035355
    Português Brasileiro
    4.1
    48 avaliações
    Leram77Lendo2Querem112Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos1Desejados112Avaliaram48

    Escrito numa época conturbada da história russa, este livro traz um ensaio inédito do linguista e crítico literário Roman Jakobson (1896-1982). A partir do suicídio do poeta Vladímir Maiakóvski (1893-1930), o autor faz uma profunda reflexão sobre os poetas das duas últimas décadas do século XIX, responsáveis pela segunda grande explosão da poesia na literatura russa. O texto, de 1930, é fruto de uma longa convivência entre Maiakóvski e Jakobson. É ao mesmo tempo uma elaboração crítica e afetiva da morte do poeta, de quem o o autor era grande amigo. Abandonando a ortodoxia do formalismo russo, Jakobson repensa as relações entre biografia e obra poética. Nos poemas do amigo morto, rastreia o tema do suicídio como um fato histórico-literário, e não meramente biográfico.

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    Allan Lucena29/05/2016Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Brilhante é pouco

    Eu diria que Maiakóvski foi uma das pessoas que entendeu a vida, como poeta e como ser humano, mas não se interessou por ela. E durante sua vida, ele tinha sede de conhecer o científico e muita fé nisso. Tanto que fez suas poesias de forma que o futuro pudesse conhecê-lo e perceber como ele entendeu a vida e como no futuro isso seria entediante. Por isso ele acreditava no futuro, ele não podia acreditar que quem vivesse no futuro, num futuro em que a ciência ressuscitaria os mortos, não seria melhor do que o passado até o seu momento presente. Ele viveu a vida toda acreditando nesse futuro e construindo suas mensagens para justificar isso. Quando ele adivinha o que os jornais dirão dele e responde, quando ele adivinha o que viria de críticas... Só que com isso ele consegue ver que ele não desvendou o futuro e sim o passado, suas próprias experiências. Eu acho que esse foi o gatilho pra ele se matar. Mas no fundo, ele se matou porque ele acreditava piamente no futuro. Jakobson compreendeu Maiakóvski e não tentou defendê -lo, apenas falou sobre ele e sua genialidade, sua visão futurista e especialmente sobre como ele tinha medo que o futuro repetisse o presente mediano em que viviam. Um medo muito comum, afinal de contas, não temos a possibilidade de conhecer tudo que está sendo feito no mundo, nem mesmo hoje, imagina em 1900, e olhar ao nosso redor pode causar esse medo, mas temos que ter sempre em mente que o mundo é maior que o horizonte até onde os olhos podem ver.

    1 curtida

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    Roman Osipovich Jakobson

    Roman Osipovich Jakobson (em russo: Роман Осипович Якобсон; Moscovo, 11 de outubro de 1896 - Estados Unidos da América, 18 de julho de 1982) foi um pensador russo que se tornou um dos maiores linguistas do século XX e pioneiro da análise estrutural da linguagem, poesia e arte[1]. Foi chamado de "o poeta da lingüística" por Haroldo de Campos, sendo o criador das famosas funções de linguagem, entre elas figurando a função poética, e tendo feito, por exemplo, estudos sobre as obras de Edgar Allan Poe, Fernando Pessoa e Bertolt Brecht[2][3]. Jakobson foi pioneiro em propor uma teoria do sistema de comunicação. [4]. Segundo o linguista o processo comunicativo possui seis componentes que realizam seis respectivas funções.[5][6] Essas seriam: Emissor → Função Emotiva ou Expressiva Receptor → Função Conativa ou Apelativa Código → Função Metalinguística Mensagem → Função Poética Canal → Função Fática Referente → Função Referencial ou Denotativa

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    Roman Osipovich Jakobson