"O livro etnografa uma espécie de “dois mundos”: o “mundo do engenho Serra Preta”, do cheiro da cana-de-açúcar, do mel, da rapadura, do melaço e da cachaça, que provoca tantas sensações e subjetividades ancoradas nas lembranças de um nostálgico tempo que não morreu, comandado pela carinhosamente denominada pelo autor, menina de engenho, Sra. Eliane, uma mulher de força e fibra, uma “sobrevivente” e representante dos lugares e pessoas tão bem narrados na obra de José Lins do Rego, para quem o autor desde já se afirma admirador e seguidor, e que produz a cachaça em pequena escala, cerca de vinte mil litros por ano, e um “outro mundo”, o mundo do mercado, da lógica do consumo e do lucro, da lógica industrial de produção e comercialização da cachaça, aqui representados pelos engenhos que produzem as cachaças São Paulo, com cerca de cinco milhões de litros por ano e Volúpia, com a produção de trezentos mil litros por ano."
Engenho de cana-de-açúcar na Paraíba: por uma sociologia da cachaça (substractum) - Engenho de cana-de-açúcar na Paraíba: por uma sociologia da cachaça
Jose Luciano Albino Barbosa
EDUEPB
2014
208 páginas
6h 56m
ISBN-13: 9788578792015
Português Brasileiro
Edições (1)
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