O Barão de Lavos -

    Abel Botelho

    Edições Vercial
    2010
    324 páginas
    10h 48m
    ISBN-10: B003DTMQ66
    Português

    "Naquela noite de Março, desabrida e húmida, uma grande animação fervilhava alacremente ao fundo da Rua do Salitre. Era em 1867. Frente a frente, as Variedades e o Circo Price alinhavam os seus bicos de gás festeiros, a que as vesgastadas do noroeste, impunham um tremilhar inquieto. Quinta-feira – noite de cabriolas com um sobrescrito à fina sociedade. Enchente certa no Circo. De cada lado do portal da entrada, um semicírculo compacto de gente se agitava, tendo por centro cada um seu postigo de bilheteiro, e ambos por igual colados, premidos sofregamente contra a parede verdoenga do barracão, e arredondando pela rua fora, numa irregularidade gritada e confusa, a toda a largura do macadame. Tudo queria bilhete. Havia chapéus tombados, ombros que penetravam à cunha, braços arpoando vigorosamente os alizares castanhos dos postigos, mãos retirando triunfantes, muito erguidas, com um papelinho azul ao vento."

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    Wesley Costa 25/11/2024Resenhou um livro
    1.5 (Ruim)

    O Barão

    Minha experiência com esse livro não foi das melhores. O autor parecia que estava querendo escrever um laudo científico para justificar a bissexualidade do personagem principal. Ele se apoiou em uma teoria louca do século XIX e ficava o tempo todo fazendo menção a ela. Sem contar as palavras e páginas gastas com descrição de lugares. Sério, o homem descreveu um prego na parede. A história é boa, a premissa é muito interessante. Mas a execução não faz meu gosto. E não é por ser um livro do XIX, eu adoro vários livros dessa época. Mas esse me causou raiva. Li para fazer uma pesquisa da faculdade e só queria acabar ele logo.

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