O título deriva do Grego PHILOS, amigo, apreciador, mais BIBLON, livro.
Escrito por um religioso na Idade Média, foi a primeira publicação a respeito da bibliofilia, ou o amor aos livros, sua aquisição e preservação.
O que muito me agradou neste livro foi que Richard não aprecia os livros apenas como objetos. Os livros-objetos devem ser preservados para que durem mais tempo, podem também ser replicados para atender a mais pessoas, alcançando, aí sim, o seu objetivo, que é o de propagar a verdade.
Richard não gosta de qualquer livro, apenas os que tratam de temas que ele considera relevantes. Ele cita como desinteressantes livros de Direito e Geologia, por exemplo. Mas as Sagradas Escrituras, livros de filosofia ou artes, muito lhe interessam.
No decorrer de sua escrita ele faz uma defesa da importância do livro como portador de uma sabedoria, uma beleza, uma verdade, como meio através do qual o homem pode alcançar a Deus.
Para Richard, o conteúdo do livro é de extrema importância para que ele tenha valor ou não. Sua aplicabilidade depende de ser ou não um portador da verdade.
Isso é completamente diferente dos bibliófilos modernos que colecionam livros raros, apenas por serem raros. Colecionam o objeto-livro em si. Endividam-se para adquirir uma primeira edição de alguma obra cujo conteúdo é exatamente o mesmo da edição mais recente... Compram livros sem ter o menor interesse em lê-los, apenas para possuí-los.
Não me identifico nem um pouco com os modernos, mas a partir da perspectiva de Richard, passei a me considerar uma bibliófila.