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    Hiroshima mon amour -

    Marguerite Duras

    Gallimard
    2007
    155 páginas
    5h 10m
    ISBN-13: 9782070360093
    4.1
    39 avaliações
    Leram72Lendo1Querem55Relendo0Abandonos2Resenhas2
    Favoritos4Desejados55Avaliaram39

    Il s'agit d'un scénario de film écrit sur la demande d'Alain Resnais. Deux êtres éprouvant une passion réciproque voient leur relation parasitée par la persistance de souvenirs. Analogies, ellipses temporelles, jeu sur la mémoire... Tous ces procédés viennent enrichir et complexifier le récit.

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    Natália Tavares picture
    Natália Tavares06/07/2020Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Que decepção

    Essa obra na verdade se trata de um roteiro de filme que se inicia com uma sinopse curta da história, em seguida ele traz o enredo na forma de falas e descrições de cenas, e ele finaliza com apêndices nos quais são trazidos detalhes e observações a respeito das cenas e das personagens. A leitura da obra é rápida, pois o livro é bem curto e seu formato é pocket. Apesar de Duras ser uma escritora renomada, não gostei do livro, a história me pareceu rasa, confusa e inverossímil. Uma atriz francesa se encontra em Hiroshima para a gravação de um filme, conhece um homem japonês e na manhã seguinte, após uma noite juntos, já estão perdidamente envolvidos e trocando juras de amor. Esse envolvimento entre eles parece ter sido tão forte que a atriz compartilha com seu novo amado um velho segredo que guarda há anos, inclusive de seu marido (sim, ambos são casados e relatam ser muito felizes em seus relacionamentos). Bom, vamos ao segredo: durante sua juventude, no final da Segunda Guerra Mundial, ela teria se apaixonado por um soldado alemão em sua cidade natal, Nevers. No dia em que fugiriam juntos ele é morto por um tiro, no local combinado de encontro, e ela tem os cabelos tosados pela população local, como vingança por sua traição, se envolvendo com um inimigo durante a guerra. Após semanas ou meses vivendo escondida, primeiro no porão de casa, depois em seu próprio quarto, sua mãe lhe dá algum dinheiro e lhe aconselha a ir para Paris, ela segue para a cidade de bicicleta e lá chega no dia da explosão da bomba atômica em Hiroshima. Após contar esse segredo e se despedirem, o japonês insiste para que ela fique em Hiroshima, ela resiste, vai para seu hotel, faz as malas, passa horas indecisa e por fim decide ficar na cidade, não entendi bem nem porquê nem pra quê. A premissa é muito boa, me lembrou muito o livro Suíte Francesa de Irène Némirovsky, sobre um amor entre pessoas de países inimigos durante a Guerra, mas a história não se sustenta, o enredo é raso e só não abandonei a leitura, pois acreditava que haveria um final surpreendente e maravilhoso, o que não aconteceu.

    2 curtidas

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    Avaliações

    4.1 / 39
    • 5 estrelas41%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas15%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas0%
    Marguerite Duras profile picture

    Marguerite Duras

    Marguerite Duras (pseudônimo de Marguerite Donnadieu) nasceu em 1914, em Gia Dihn (Vietnã), onde passou sua infância e adolescência. Após a morte do pai , em 1918, a mãe de Duras conseguiu uma pequena concessão de terra no Camboja (então colônia francesa), mas o terreno se mostraria incultivável e sua família viria a perder quase tudo com a chegada das enchentes. Esses dias na Ásia marcaram profundamente a vida de Duras. É a respeito dessa época uma de suas obras mais importantes, Barragem Contra o Pacífico (1950). O seu pai morreu quando tinha quatro anos de idade, e a sua mãe, uma professora, lutou arduamente para criar três filhos sozinha. Durante a adolescência, Marguerite Duras teve um caso com um homem chinês rico e retorna mais tarde a este período nos seus livros (nomeadamente O Amante e O Amante da China do Norte). Aos 17 anos viajou para França, onde estudou Direito e Ciência Política no Sorbonne, formando-se em 1935. Durante a II Guerra Mundial, marguerite Duras tomou parte da da Resistência Francesa, filiando-se também no partido comunista. Duras publica os seu primeiros livros em 1943 e 1944, Os Imprudentes e A Vida Tranquila, respectivamente. A partir de 1959 começa também a escrever argumentos para o cinema, dos quais Hiroshima meu amor é sem dúvida o mais conhecido e marcante. Em 1950, com Uma barrangem conhtra o Pacífico, Duras esteve muito próxima de ganhar o Prémio Goncourt. É no entanto apenas 30 anos depois que a injustiça lhe é reparada, ganhando o prémio por unanimidade com o romance O Amante. É uma autora muito fértil, com uma obra literária vastíssima, desde os romances aos argumentos cinematográficos. Afirma-se sempre com um estilo de beleza inconfundível, num tom duro e denso, por vezes até um pouco inacessível, mas sempre numa expressão profundamente genuína e humana das paixões, grandezas e misérias da vida. Marguerite Duras é por excelência uma escritora da condição humana, mas contudo não procura utilizar a escrita como forma de redenção e/ou salvação; antes, a escrita é uma exigência urgente, um valor supremo em que reside, uma vontade bruta de falar de si. As suas obras estão repletas de descrições belíssimas e soberbamente envolvidas na ambiência exótica da paisagem oriental, não sem deixarem reconhecer uma intensidade angustiada e desesperada, oriunda de uma constante luta da autora com as questões do amor e da morte. Durante a década de 1980, Marguerite Duras apaixona-se por Yann Andréa Steinner, um homem 38 anos mais novo. Duras viverá com Yann até à sua morte em 1996, mas não sem antes atravessar um duro período em que permaneceu junto do seu marida Robert Antelme, depois de este ter sobrevivido milagrosamente a uma captura pela Gestapo. Este período serviu de base para uma colecção de histórias curtas, intitulada A Dor (de 1985), um grito literário sobre a pressão sob que viveu.

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    Marguerite Duras