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    A bailarina de Auschwitz - Dançando com sapatilhas de chumbo

    Katherine Salles

    Amazon
    2019
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-10: B07TX51QJQ
    Português Brasileiro
    3.6
    111 avaliações
    Leram143Lendo2Querem74Relendo0Abandonos4Resenhas41
    Favoritos5Desejados74Avaliaram111

    Cindy Schultz tem a vida dos sonhos de muitas jovens da alta sociedade europeia: além de rica, ela é bela e aclamada por plateias repletas de admiradores. Porém, o sonho logo se transforma em pesadelo para a bailarina, quando, durante uma apresentação no maior teatro de Amsterdã, seu padrasto invade o palco com uma tropa, fazendo uma revelação que mudará sua forma de ver o mundo. De início ela duvida, acreditando que aquilo não passa de um plano macabro para lhe roubar a herança. Ao chegar em Auschwitz, campo de concentração para onde é enviada, ela percebe que os horrores da guerra não combinam em nada com a magia dos contos de fadas e fábulas que sua tia Margot lia quando ela era criança. É para reencontrar essa tia que Cindy busca forças todos os dias para sobreviver às torturas dos nazistas, assim como para finalmente descobrir se o segredo revelado pelo padrasto é verdadeiro, e, se sim, por que sua falecida mãe nunca lhe contou. Ao longo dessa caminhada pela sobrevivência, ela conhece a mais pura amizade, e um sentimento novo, até então desconhecido para a bailarina, é desperto em seu coração. Mas é possível encontrar o seu "felizes para sempre" em meio à guerra?

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    Raquel Cavalcanti24/09/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Arte em plena guerra

    Imagine se, de uma hora para outra, você deixasse de ser uma pessoa e passasse a ser um número. Imagine ser forçado (a) a trocar os aplausos do público por um lugar horrível onde o que se ouve são os gritos de desespero e tiros sem misericórdia. É exatamente esse conto de fadas às avessas que a bailarina Cindy Schultz, uma moça talentosa que herdara o dom da dança de sua mãe, é obrigada à enfrentar a partir do momento em que sua vida mais do que confortável (graças à herança de sua falecida mãe e aos frutos do próprio talento para a dança) torna-se alvo de uma armadilha criada por seu padrasto, o frio Astolph Landa, um impiedoso (como era de se esperar) soldado nazista. A narrativa inicia-se enquanto a "princesa do balé" (como Cindy era conhecida por herdar o talento e o prestígio de sua mãe, Eva, a "rainha do balé") apresentava-se num espetáculo entitulado "O Lago dos Flamingos", em Amsterdã, na Holanda. É nesse momento que Cindy recebe a visita do padrasto, que não surge em meio ao espetáculo para prestigiá-la, mas sim para condená-la a viver (ou talvez, morrer) no maior campo de concentração nazista da história: Auschwitz. Segundo Astolph, Cindy era uma judia, e como tal, estava condenada à sofrer todo o fardo proporcionado pelo Holocausto, provocado pelos insanos ideais de Hitler durante a Segunda Guerra Mundial. Já distante de seu círculo social luxuoso e aparentemente perfeito, Cindy passa a ser apenas mais um número (144.183, para ser mais específica), e é jogada sem cerimônias em Auschwitz, onde de uma hora para outra, passa a enfrentar problemas básicos jamais imaginados por ela, como o frio e a fome. Porém, mesmo deparando-se com tantas privações e provações, além da constante ameaça da morte, a jovem bailarina surpreende-se com boas surpresas, como o reencontro com Sarah. As circunstâncias não são as mais favoráveis, afinal, as duas estão presas em Auschwitz, mas isso não as impede de reatar um antigo vínculo de amizade que, por trilharem por rumos diferentes, perdera-se pelo caminho. Além de Sarah, há também Vera, uma comunista que; assim como os judeus; sofre os horrores da guerra, e o soldado Henrich. Este último merece destaque pois trás consigo segredos inicialmente inimaginados por Cindy e pelo (s) leitor (es), e desse encontro surge uma improvável (porém mais do que justificada) aproximação... Apresentando personagens e, sobretudo, sentimentos opostos; como desesperança e fé, amor e ódio, tristeza e alegria, indiferença e compaixão, desprezo e amizade; "A bailarina de Auschwitz" nos leva a conhecer não apenas a alegria dos palcos de teatro onde Cindy expõe sua arte: também nos faz perceber que a existência é feita de constantes contrastes, e independente de estarmos sob a luz da ribalta ou em lugares muito menos agradáveis, o simples ato de viver é um espetáculo digno de aplausos. Resenha de Raquel Cavalcanti

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    Katherine Salles

    Katherine Salles é uma escritora e tradutora paulistana.

    17 Livros
    14 Seguidores
    São Paulo , Brasil

    Katherine Salles