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    El portero (Coleccion el Angel de la Jiribilla #Livro 7) -

    Reinaldo Arenas

    Dador
    1989
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788487205064
    Espanhol
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    Juan, después de fracasar en diferentes trabajos, consigue un puesto como portero en un rascacielos de Manhattan. Allí, obsesionado con abrirles a los inquilinos la puerta no sólo del edificio sino también la de «la verdadera felicidad», topará con una extravagante galería de personajes, entre otros: Roy Friedman, de sesenta y cinco años, obsesionado con regalar caramelos a diestro y siniestro; Brenda Hill, «mujer algo descocada, soltera y ligeramente alcohólica».....Al final, Juan sólo logra entenderse con las mascotas de los inquilinos del edificio, y con ellas emprenderá un viaje sin retorno. Mas de treinta periodicos y revistas han comentado elogiosamente la ap[aricion en frances de esta novela. La obra se desarrolla en Nueva York y cuenta los insolitos aontecimientos en que se ve involucrado un portero e n un lujoso edificio de Manhattan...

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    erased17/07/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Juan e o escritor Reinaldo Arenas abrem as portas da percepção (sem necessidade de nenhuma droga)

    Reinaldo Arenas é geralmente apresentado como o escritor gay que criticou o regime de Fidel Castro, essa é uma verdade, mas é também uma meia verdade. Cubano, ele apoiou no início a revolução CONTRA outro ditador, F. Batista. Exilado nos EUA por criticar abertamente a prisão e assassinato de opositores das duas ditaduras Reinaldo acaba sendo porta voz das minorias, dos imigrantes, e por tabela do capitalismo americano que abraça quem ataca seus inimigos. "Ele é um desgraçado, mas é o nosso desgraçado.'' dizia um famoso político norte-americano não exatamente em relação ao autor mas aos ditadores latino-americanos, africanos ou asiáticos fantoches de Washington. No entanto, nos EUA Reinaldo tinha amigos, ajuda, liberdade para dizer o que pensava e isso incluía a critica também ao american way of life. Esse livro escrito há mais de 30 anos, portando quase na mesma época da queda do muro de Berlim, é atualíssimo. Primeiro pelo fato de mostrar a forma como são tratados os empregados imigrantes, segundo por ser escrito por um imigrante e terceiro, por esse imigrate ser abertamente homossexual numa cultura ainda crítica e hostil (convém lembrar que na época a AIDS era tratada como uma praga divina contra negros, gays e profissionais do sexo). Juan, o protagonista trabalha como porteiro em um condomínio de classe média em Nova Iorque, onde os moradores são gente esnobe, vulgar, cheia de tiques e vícios da época. Juan pretende influenciá-los para a sua grande ideia, quer abrir a porta não apenas física mas espiritual, para que todos possam enfim descobrir a verdade. Obviamente a tentativa parece fracassar, com cada morador. Como bons americanos, os moradores tem animais de estimação das mais variadas espécies para os mais aberrantes e inúteis fins, esses animais vão participar de um evento importante junto com o protagonista ao longo do romance, que é narrado por uma multidão anônima que vigia os eventos do condomínio, com olhar crítico, preconceituoso típico da classe média americana. Esse é outro ponto alto do livro, deixa de ser panfletário comunista ou capitalista para ser e se transformar em muito mais do que uma fantasia comum, mas em literatura pura e simples, quer dizer fantástica nos momentos certos. Se ainda não foi traduzido precisa ser urgentemente. Nota para um episódio tragicômico, a cadela Cleópatra de um dos moradores do condomínio ao passar pelo porteiro enquanto este está lendo um livro vê que se trata do livro O ser e o Nada, de Sartre e morde o casaco e joga o livro no chão, olhando torto para o porteiro. Como se seus rosnados dissessem, "Basta de tagarelices." o que era exatamente isso que ela afirmou no entender do porteiro leitor.

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    Reinaldo Arenas

    Reinaldo Arenas foi um escritor cubano de poesia, novelas e teatro. Era assumidamente homossexual e passou grande parte da sua vida combatendo o regime comunista e a política de Fidel Castro. Em 1963, Arenas mudou-se para Havana, para se matricular na Escola de Planificação e, depois, na Faculdade de Letras da Universidade de Havana, onde estudou filosofia e literatura, sem completar o curso. No ano seguinte começou a trabalhar na Biblioteca Nacional José Martí. Apesar de ter apoiado a revolução cubana nos seus primeiros anos, devido à extrema miséria em que vivia com a sua família nos anos de Fulgêncio Batista, acabou por ser vítima de censura e de repressão, tendo sido várias vezes perseguido, preso e torturado e forçado a abandonar mesmo diversos trabalhos (como conta na obra autobiográfica Antes que anoiteça), mostrando que o governo de Fidel Castro não havia trazido mais democracia à ilha. Durante a década de 1970, tentou, por vário meios, abandonar a ilha, mas não obteve sucesso. Mais tarde, devido a uma autorização de saída de todos os homossexuais e de outras persona non grata e depois de ter mudado de nome, Arenas pôde deixar o país e passou a se estabelecer em New York, onde diagnosticaram o virus da Sida/Aids. Nessa época, escreveu "Antes que anoiteça" (no original "Antes que anochezca"). Em 1990, terminada a obra, Arenas suicidou-se com uma dose excessiva de álcool e droga. Dez anos mais tarde, em 2000, estreou a versão cinematográfica da sua autobiografia, tendo Javier Bardem no papel do escritor.

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    14 Seguidores
    Oriente, Cuba

    Reinaldo Arenas