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    Amarga Fama: Uma Biografia de Sylvia Plath -

    Anne Stevenson

    Rocco
    1992
    483 páginas
    16h 6m
    ISBN-10: 8532501044
    Português Brasileiro
    3.4
    21 avaliações
    Leram32Lendo1Querem66Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos2Desejados66Avaliaram21

    Ao suicidar-se, em Londres, aos 30 anos, a poeta norte-americana Sylvia Plath (1932-1963) deixou para trás dois filhos pequenos, uma carreira brilhante e muita polêmica em torno de seu nome. A obra de Plath começou a servir de referência para a geração angustiada, desnorteada dos anos 60 e 70, a partir da publicação de Ariel, em 1965. A tragédia da vida de Sylvia foi tomada como bandeira das reivindicações feministas, e Ted Hughes, poeta inglês casado com ela, acusado de ter contribuído para seu desequilíbrio emocional. Sylvia tornou-se um mito. Esta biografia escrita pela também poeta Anne Stevenson, retrata uma Sylvia Plath inteira, vista tanto através de sua obra, quanto de seu cotidiano tumultuado, que inclui uma passagem pelo hospital de Boston para tratamento com eletrochoques.

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    Julio Henrique Baltazar da Silva picture
    Julio Henrique Baltazar da Silva23/02/2022Resenhou um livro
    3 (Bom)

    A limpeza de imagem

    O livro traz muitos contos, textos e poemas, o que sempre é bom numa biografia de um grande escritor. E as análises de Anne Stevenson, são muito profundas e jogam um luz sobre a imagestíca surrealista de Plath. Mas em termos biográficos, discordo totalmente da forma enviesada que a autora tenta traçar o perfil da biografada - tentando limpar a barra de Ted Hughes, marido da poeta - como se Sylvia fosse a única culpada pelo fim do seu casamento. Plath é pintada como neurótica ciumenta que destratava tudo e todos sem motivos (*problemas mentais por exemplo*). O livro acolhe apenas os depoimentos que corroboram a versão de Ted e exclui os que contam a versão de Sylvia. Afeta a credibilidade do livro lermos as amarguras de Dido Merwin e Owlyn Hughes, pessoas que odiavam a autora de "A redoma de vidro", e que por sua vez (e obviamente), pintaram o quadro mais horroroso possível da poeta (*a culpabilização da vítima*). Mesmo os depoimentos mais imparciais e sensatos, como o de Lucas Meyers, acabam sufocados por tanta cólera e parcialidade.

    1 curtida

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