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    Corydon -

    André Gide

    University of Illinois Press
    1924
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-10: 0252070062
    2.8
    9 avaliações
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    Corydon é o título de um conjunto de ensaios por André Gide sobre a homossexualidade e a pederastia, cujo título foi inspirado no personagem homónimo de Virgílio. O texto foi publicado separadamente entre 1911 e 1920, e o livro completo apenas teve a sua primeira edição em francês em 1924. Os ensaios fazem uso do testemunho de naturalistas, historiadores, poetas e filósofos para suportar o argumento de Gide de que a homossexualidade existia nas civilizações culturalmente e artisticamente mais avançadas (como na Grécia de Péricles, na Renascença italiana e na Inglaterra isabelina), o que se reflectia em escritores e artistas de Homero e Virgílio a Ticiano e Shakespeare nas suas representações das relações homem-homem (como as de Aquiles e Pátroclo como uma relação homossexual e não platónica ou de amizade, como outros as proclamaram). Tudo isto, diz Gide, sugere fortemente que a homossexualidade é mais fundamental e natural que a heterossexualidade, sendo a última apenas a representação social de uma união. Sobre o livro, escreveu o próprio Gide que "os meus amigos insistem que este pequeno livro é do tipo dos que me prejudicaram mais".

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    Roberto Gonçalves Ramalho picture
    Roberto Gonçalves Ramalho02/11/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Corajoso.

    Um livro à frente do seu tempo. Diálogos a respeito - e em defesa - da homossexualidade lançados em forma de livro há quase 100 anos, em 1924. Um texto corajoso, que, nas palavras do próprio autor, poderia ser a sua ruína, dada a polêmica tão grande que era falar sobre esse assunto à época. Gide remonta à Grécia Antiga para argumentar não somente a validade dessa orientação sexual, como sua naturalidade. Um breve porém importante livro em defesa do direito de amar.

    3 curtidas

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    Avaliações

    2.8 / 9
    • 5 estrelas11%
    • 4 estrelas0%
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    André Paul Guillaume Gide

    André Guide (1869-1951) nasceu em Paris, numa família da alta burguesia huguenote e católica. Órfão de pai aos onze anos, depressa se refugia na literatura. Revoltado contra a sua educação puritana, a obra de Gide assentaria nessa tensão não resolvida entre uma disciplina artística rígida, um moralismo puritano, a indulgência sensual e uma procura de códigos morais próprios. Foi tradutor de Shakespeare, Whitman, Conrad e Rilke, bem como um influente e polémico crítico literário. Em 1947, é galardoado com o Prémio Nobel de Literatura «por retratar, na sua obra, a condição humana com um destemido amor pela verdade e um profundo conhecimento da sua psicologia».

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    André Paul Guillaume Gide