Quinhentos anos antes de Colombo, brutais invasões vikings devastaram a América do Norte. 'Desbravadores' conta a história de um jovem garoto viking abandonado como único sobrevivente de uma expedição naufragada. Sendo um estranho numa terra estranha, o garoto é criado por uma tribo de índios americanos - o povo que os vikings juraram destruir. Quando os bárbaros desembarcam novamente nas praias do leste, em mais uma selvagem campanha, eles massacram a tribo que adotou o rapaz. E agora nosso herói trava uma violenta batalha pessoal para acabar com a trilha de morte e destruição dos vikings.
Desbravadores -
Laeta Kalogridis, Christopher Shy
Desbravadores é uma graphic novel baseada no filme homônimo dirigido pelo cineasta alemão Marcus Nispel (de O Massacre da Serra Elétrica) e estrelado por Karl Urban e Clancy Brown. Conta a história de uma suposta invasão viking à América do Norte, onde um garoto nórdico é deixado para trás após uma expedição naufragada. O garoto é criado como pária por uma tribo indígena local, a mesma tribo que os vikings juraram chacinar. Quando os bárbaros retornam em uma nova expedição, um confronto sangrento é travado e a tribo que acolheu o garoto é brutalmente destruída. O jovem guerreiro leva a cabo um astuto confronto contra a grande legião de invasores para proteger a honra do povo ao qual realmente pertence. Opinião: Ao abrir este álbum, é difícil não se impressionar com a belíssima arte, com toques impressionistas, onde a saturação de cores, principalmente do verde, dão um certo ar melancólico e gélido à história, contrastando com o amarelo, que sugere tranqüilidade, e o vermelho, utilizado nos momentos de maior violência e tensão. O mote da história pode parecer, à primeira vista, singelo ou pouco atraente, mas esconde uma comovente trama de um jovem guerreiro que procura se encontrar em meio ao povo de sua origem e a tribo que o criou. Como a história deriva de uma produção cinematográfica, obviamente as cenas de romance não poderiam ficar de fora. Mas aqui elas não são tratadas de maneira piegas, mas como forte ferramenta narrativa para explorar a batalha pessoal de Espírito, nome dado ao garoto viking pela tribo wampanoag. O roteiro é bem construído e prende o leitor, mesmo nos momentos de maior calmaria, já que nessas ocasiões surgem alguns personagens coadjuvantes interessantes. Poucos diálogos e diversas cenas de batalha tornam a narrativa bastante dinâmica, mas sem tornar a obra um mero quadrinho de ação com pouco conteúdo. O final surpreende e comove pela astúcia do rapaz, que torna verossímil a sua batalha contra dezenas de guerreiros vikings. Uma grata surpresa da editora Devir, que vem nos brindando com excelentes lançamentos da editora americana Dark Horse. (Publicado em: http://hqmaniacs.uol.com.br/principal.asp?acao=reviews&cod_review=716&lista=autor)
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