O livro se passa num futuro em que a automação domina, realizando a maioria das tarefas antes feitas por humanos. Parece ideal até se entender que isso gera a separação da sociedade entre uma elite de engenheiros e as demais pessoas, que ficam sem qualquer opção de trabalho e roubadas de dignidade.
Pela jornada do protagonista, o engenheiro Paul Proteus, o autor explora as consequências da automação na sociedade e o sistema que surge. Quando Proteus percebe os problemas, acaba tentando e falhando tanto em fugir desse sistema quanto quebrá-lo, mas torna-se apenas uma peça no jogo e perde todo controle da situação.
Uma narrativa paralela com a visita de um líder estrangeiro mostra uma perspectiva externa da sociedade, com contestações simples mas que não são percebidas por aqueles já presos ao ciclo.
Como em outros trabalhos de Vonnegut, o pessimismo reina e o colapso da sociedade é tratado com humor, uma sátira pungente da sociedade da época, mas mostra tendências que seguiram crescendo depois de sua publicação.
Até mesmo a “terceira revolução industrial”, na qual as máquinas substituiriam também os trabalho de pensar das pessoas e que é no livro tratada apenas como possibilidade remota, hoje está cada vez mais presente com os avanços em inteligência artificial.