Os textos reunidos em Caligrafias quase sempre partem das banalidades do cotidiano para falar de sentimentos, sensações e pensamentos nada banais. Ao comentar idas ao supermercado, dias de chuva, trechos de estrada e viagens de metrô, Adriana Lisboa consegue expressar idéias que a qualquer um pareceriam inexplicáveis. Seus textos dissecam instantes comuns do dia-a-dia como se encapsulassem o que há de mais humano e relevante neles. Como descrever o segundo em que se descobre que se atropelou um cachorro? Como transformar em palavras o que acontece no breve momento em que uma criança lhe pede esmola? A autora os faz com qualidade literária e sensibilidade ímpares.

