Tratado da Eficácia -

    François Jullien

    Editora 34
    1998
    236 páginas
    7h 52m
    ISBN-10: 8573261129
    Português Brasileiro

    O que entendemos por eficácia? Como pensá-la sem partir da abstração de formas ideais, sem edificar um modelo estabelecido como meta, portanto sem passar pela relação teoria-prática, e fora de todo enfrentamento heróico? À dificuldade ocidental em pensar a eficácia - mesmo na vertente "realista"de nossa filosofia (de Aristóteles a Maquiavel e Clausewitz) - opões a estratégia chinesa de abordar este tema.

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    Leandro Njaine Borges28/01/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Excepcional!

    Realmente um livro que precisa ser lido bem devagar e que mesmo assim tenho certeza que não captei tudo, fora que estou com menos tempo para leitura. Bom, basicamente o autor contrasta o modo de conduta ocidental e o chinês. Ou seja, toda a filosofia começando em Aristóteles e todos os seus desdobramentos, com os tratados Taoístas, Confuncianos da antiga China. De um lado, o europeu, que veio do grego, existe a exaltação do individuo, como agente e principal interventor do mundo e do outro, tendo como modelos principais as teorias da prática-teoria, e dos meios e fins. Isto é, o pensamento da conduta europeu, funciona com elementos separados um do outro, vejamos o dos meios e fins, você normalmente começa pensando aonde quer chegar, depois por regressão vai tentando imaginar que caminho você tem que traçar para alcançar aquele ponto idealizado no futuro. Ora, do outro lado, o chinês, a conduta é vista de maneira totalmente oposta, o individuo é pequeno em relação a situação, esta sim, é a grande definidora de nossas ações e qualidades. O pensamento chinês não idealiza um futuro, portanto não se decepciona, é tudo uma questão de usar as forças já existentes na situação ao seu favor, sem tentar mudar o que já está em curso, totalmente contrário da mentalidade europeia, que através de grande dispêndio, pensa que o homem tem de tentar mudar as circunstâncias de modo a se encaixar nas suas vontades. Em outras palavras, o pensamentos chinês pode ser melhor entendido com a imagens das águas de um rio, que simplesmente se molda de acordo com o relevo, gastando o mínimo de força possível para continuar o seu caminho. Mais uma vez, fico feliz com a opção que estes antigos escritos chineses nos proporcionam de modo que possamos sair um pouco desta mentalidades americana/européia do maior e melhor, e possamos desfrutar um pouco dos benefícios do discreto e eficaz. Realmente ao lado do Da Vida Feliz do Sêneca, este é um dos melhores livros que li, fico bobo só de pensar quão barato é comprar coisas deste tipo que ajudam tanto a minha vida.

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