"Tema obrigatório nos círculos de oposição e pesadelo para os donos do poder, o velho tópico da Assembléia Constituinte vai ocupando avassaladoramente o centro do debate político em nosso país. E é normal que assim seja.Diante do atual impasse político-institucional, caracterizado pelo divórcio absoluto entre Estado e Sociedade Civil e diante da deterioração geral das consições de vida da grande maioria, torna-se inevitável a pressão por parte da sociedade no sentido de assumir o controle de si mesma. Para uma situação como esta a resposta tradicional, que volta a sugestionar a imaginação da chamada classe política, tem sido a da Constituinte. Tal como ocorreu em 1946 depois da queda do Estado-Novo, momento para o qual, precisamente, João Almino neste livro, volta a sua atenção de pesquisador, e a partir do qual nos faz sérias e úteis advertências." (Luiz Roberto Salinas Fortes)
