"...me lembrei que em torno deste 'éramos felizes e não sabíamos', estava Antônio Germano. Ultimamente, recolhido a sua vida familiar, pouco o tenho visto. Quando possível, abraçá-lo me traz sempre a imensa alegria, como naquelas datas, em que sequer imaginávamos que o mundo desse todas estas voltas. Os seus Anjos nos contamem versos de cordel, como ele mesmo proferiu, uma trajetória de família, de vida e de ideais, como a expressão contudente de quem se espõe verdadeiramente, sem reservas, entre a loucura e a agonia. Belíssimo é o seu reconhecimento de que, relatos como estes que o texto encerra, não se fazem por ciência, filosofia e religião, senão pela esperança que vive dentro de si. Agora, na pastoral dos maduros setenta anos, ele continua a nos impregnar com uma nobre e definitiva lição de vida. Ave, poeta, cheio de graça! Salvo eternamente em nossas memórias, e bem guardado por entre as sombras de seu tempo".
