Autobiografia interpretada em que o autor mostra que o ser humano deve conhecer a sensualidade e o pecado, viver até o fim a agonia e a morte de Deus. Obra classificada por alguns críticos como romance de formação.
Autobiografia interpretada em que o autor mostra que o ser humano deve conhecer a sensualidade e o pecado, viver até o fim a agonia e a morte de Deus. Obra classificada por alguns críticos como romance de formação.

André Guide (1869-1951) nasceu em Paris, numa família da alta burguesia huguenote e católica. Órfão de pai aos onze anos, depressa se refugia na literatura. Revoltado contra a sua educação puritana, a obra de Gide assentaria nessa tensão não resolvida entre uma disciplina artística rígida, um moralismo puritano, a indulgência sensual e uma procura de códigos morais próprios. Foi tradutor de Shakespeare, Whitman, Conrad e Rilke, bem como um influente e polémico crítico literário. Em 1947, é galardoado com o Prémio Nobel de Literatura «por retratar, na sua obra, a condição humana com um destemido amor pela verdade e um profundo conhecimento da sua psicologia».