"Infelizmente, algumas guerras são vencidas pelo lado que é mais fanático em um senso religioso." -Cogitor Kwyna
Após o bombardeamento da Terra, o exílio de Erasmus para Corrin e a aliança de Vorian Atreides com os humanos, nesse livro acompanhamos o desenvolvimento do famoso Jihad Butleriano contra as máquinas pensantes. Um desenrolar cheio de guerras, segredos e, como de costume nessa saga, fanatismo religioso. Com a ascenção de Iblis Ginjo como Grande Patriarca e Serena como a Sacerdotisa do Jihad, vemos a cruzada contras as máquinas tomar forma e se espalhar para os planetas da Liga dos Nobres e Não-Aliados. Porém, até onde podemos sacrificar nossa ética em prol do futuro dos seres humanos? Com certeza esse foi o livro (escrito pelo Brian) no qual eu mais senti raiva da pervesidade e manipulação dos personagens (principalmente do Iblis, todo ódio é pouco). Além de seguir com as histórias de Serena Butler, Xavier Harkonnen e Vorian Atreides, vemos também o enredo de Norma Cenva e a criação de suas naves por dobra-espacial e a popularização do melange entre os planetas aristocratas através da empresa de Venport e Tuk Keedair. Um dos pontos fortes dessa trama "secundária" é a ligação dela com a briga pela exploração da especiaria, onde as tribos zensunnitas arrakinas, misturadas com o budislamismo de Ishmael (após o final perfeito de Selim), lutam pelo fim do transporte do "sangue de Shai-Hulud" para o exterior. Finalmente acredito que Brian Herbert chegou próximo ao que seu pai fazia nos livros, o desenvolvimento da Norma, Ishmael e Vorian foram incríveis, bem como o fim de diversos personagens. É inegável que Brian e Kevin Anderson conseguiram trazer a bizarrice e o fanatismo religioso de volta (com brilhantismo) para essa saga. A escrita que eu critiquei no primeiro livro melhorou absurdamente; e o único problema é que às vezes parece que o autor faz o leitor de burro, sempre retomando feitos ou características dos personagens a cada 25 ou 30 páginas.
