Lovely Bones não é um thriller, por mais que o trailer do filme tenha me dado essa impressão. Este livro conta o desenrolar da vida das pessoas da família de Suzy, uma garota assassinada ainda na adolescência. Suzy vai pra seu céu pessoal e assiste o que acontece com sua família, tendo muito pouca influência sobre o que acontece.
A ideia da autora foi interessante. Ela focou toda a estória ao redor do que acontece com a família que perdeu uma filha tão querida tão cedo, e todas as vidas que foram transformadas por esse fato. Mesmo seu namoradinho não conseguiu superar sua morte completamente, ou uma das meninas que gostavam dela. Todos foram tocados pela tragédia.
Lovely Bones me deixou o tempo inteiro com a sensação de que ele podia ter sido muito, mas muito melhor explorado. A possibilidade de uma narradora fantasma foi fantástica, mas a autora praticamente só usou isso pra conseguir contar a estória do ponto de vista omnisciente. Não teve uma cena no livro inteiro onde senti qualquer emoção forte, como normalmente o assassinato de adolescentes e o sofrimento de suas famílias provocam em mim. Até apertei os olhos na tentativa frustrada de obter uma lágrima, mas nada.
Apesar da narrativa ser legal, achei o livro bem mais ou menos. Eu certamente estava esperando uma estória muito, mas muito mais agitada. Talvez se tivesse me preparado pra isso, teria gostado mais.