Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores92
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Velocidade e Política -

    Paul Virilio

    Estação Liberdade
    1997
    137 páginas
    4h 34m
    ISBN-10: 8585865121
    Português Brasileiro
    3.9
    6 avaliações
    Leram25Lendo6Querem61Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados61Avaliaram6

    Em um vôo rasante que o firmaria como pensador de primeira ordem, Virilio não deixa pedra sobre pedra e mostra como, de Esparta ao Vietnã, da Revolução Francesa à era da cibernética, passando pelos teóricos e protagonistas do conflito e da guerra, Sun Tsu, Maquiavel, Napoleão, Clausewitz, Hitler, Stalin, Mao, a História perde espaço, o humano fica subjugado à vertigem da aceleração, e a velocidade e o movimento destroem o Tempo: é o que ele chama de "Estado de urgência", onde "parar significa morrer". Nesta cativante reflexão sobre a implosão da História, Virilio mostra como o homem assume primeiro a rua, para depois perceber que o espaço que conta é a estrada, o movimento. Esparta sucumbiu porque não navegou. A Inglaterra se firmou como potência porque controlou os mares — as auto-estradas da época — deixando as outras potências européias se digladiarem em guerras pelo controle da massa continental quando o que contava era o movimento, as vias de comunicação, o acesso rápido às colônias, a velocidade de deslocamento. A esse respeito, em longo depoimento a François Ewald no Magazine Littéraire de novembro de 1995, Virilio nos revela como foi surpreendido cedo pelo impacto da velocidade conjugada com essa forma consagrada de fazer política que é a guerra: "Um dia, em 1940, estamos almoçando. O rádio anuncia que os alemães estão em Orléans. Pouco tempo depois, ouvimos um barulho estranho na rua. Como todos os meninos, me precipito para ver: os alemães estavam atravessando a ponte e se dirigindo velozmente para o litoral. Era mais ou menos como a Guerra do Golfo ao vivo, mas um ao vivo motorizado. Foi para mim a experiência fundamental da velocidade. A velocidade é em primeiro lugar exatamente isso: a surpresa absoluta, uma informação que não coincide com a realidade porque a realidade vai mais rápido que a informação". Com outras técnicas, outros meios, é o que ocorre hoje: quem controla a velocidade controla tudo: o espaço e a informação.

    Resenhas (1)Ver mais
    Sávio Lopes picture
    Sávio Lopes01/09/2016Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Ensaio sobre uma sociedade dromocrática.

    Li por recomendação de uma professora do mestrado. Achei confuso, e não representativo do pensamento do autor. Fiquei interessado em ler outros livros do autor, como por exemplo, "A arte do motor" e "Espaço crítico". O autor faz referências a vários outros, mas, refere-os apenas pelo sobrenome, e trechos sem a referência ao livro ou texto específico que extrai a citação. Penso que a editora poderia ter feito um trabalho adicional, colocando essas referências em notas de rodapé, Prentendo reler.

    curtir

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 6
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas33%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Paul Virilio profile picture

    Paul Virilio

    Paul Virilio nasceu em 1932. Arquiteto e urbanista, presidiu e editou a revista do grupo Architecture Principe. Foi professor e, mais tarde, diretor-geral da École Spéciale d´Architecture, e diretor, a partir de 1973, da coleção L´Espace Critique (Éditions Galilée).<br> Reconhecido no meio acadêmico internacional como filósofo e crítico da contemporaneidade, tornou-se, em 1990, diretor de programas do Collège International de Philosophie de Paris.<br> Especialista em questões estratégicas, tem se destacado como um dos principais ensaístas sobre os meios de comunicação, a "guerra da informação" e o mundo cibernético. Nos últimos anos, Paul Virilio vem se notabilizando como uma voz cética, quase uma nova dissidência, frente a uma sociedade desenfreadamente informatizada e onde o cidadão é vítima de um constante bombardeio (des)informacional. <br>Em 2000, inaugurou no Japão o Museu das Catástrofes, projetado e dirigido por ele. No Brasil, publicou, entre outros, os livros: Velocidade e política (1996), A bomba informática (1999) e Estratégia da decepção (2000).

    6 Livros
    5 Seguidores

    Paul Virilio