Conheci este autor por um conto, cuja leitura me pegou; aí, li as versões espanholas de Matadouro 5 e Café da manhã dos Campões. A forma como ele satiriza a tragédia, achei-a sensacional, pois ele denuncia o absurdo da guerra, os políticos e coisas mais de maneira acidamente engraçada, sem contar seus desenhos e frases, que são muitos bons. Então, resolvi ler-lhe este pequenos ensaios ao descobri que ele passou por ema experiência pessoal que, a meu ver, mudaria qualquer um: o bombardeio de Dresden pelos aliado, testemunhado por ele como prisioneiro de guerra dos alemães, situação da qual sobreviveu, porém sem não lhe deixar de marcas profundas. Com efeito, um iconoclasta se tornou ele, denunciando a tudo e a todos (foi a impressão que me passou); é claro que talvez não venha a concordar com tudo, no que se refere à religião cristã, por exempo, mas sua forma de ver as coisas não deixa o leitor neutro ou em zona de conforto, chama de fato à provocação; de toda a forma, quem sou eu para julgar alguêm que passou pelo que passou!?; eu costumo dizer que a fé é um dom e não é para todos; digo até mais que a fé é testada quando temos o nosso "dia de Jó", e falo um verdadeiro dia de Jó, que é o caso desse grande escritor. Por fim, textos deliciosos de se ler.