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    Jardins de luz -

    Amin Maalouf

    Record
    1999
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-10: 8501048852
    Português Brasileiro
    3.6
    7 avaliações
    Leram15Lendo1Querem14Relendo0Abandonos2Resenhas2
    Favoritos0Desejados14Avaliaram7

    O homem que inspirou a palavra maniqueísmo, o profeta Mani, finalmente teve a atenção que merece no livro Jardins de luz. O autor Amin Maalouf nos oferece uma visão mais ampla sobre o profeta que tinha como objetivo maior conciliar todas as religiões em uma só. Neste romance, o profeta — que foi médico e pintor — tem a sua vida reconstituída numa história que começa menos de dois séculos após a morte de Cristo. Seu pai, um príncipe, renuncia a seu trono e afasta o filho, Mani, de sua mãe, para que ambos possam seguir Sittai, o fundador de uma seita agnóstica. No entanto, aos 24 anos, o profeta tem sua primeira revelação ao escutar uma voz que revela seu destino: "subjugar reis, empurrar as crenças e perturbar o mundo". De uma das grandes religiões da Antiguidade — que teve seguidores na Índia, China, África, Itália e Sul da Espanha —, o que resta hoje do maniqueísmo é a visão deformada que se resume em uma palavra que soa como um insulto: maniqueísta. A descoberta de fontes árabes, persas e armênias renovaram o conhecimento a respeito de Mani, além da recente exumação de documentos e manuscritos escondidos perto de Tebessa — Argélia —, que trouxeram à tona novos dados sobre o protagonista do romance Jardins de luz, de Amin Maalouf. Nascido em 1949, no Líbano, jornalista, Amin Maalouf cobriu eventos como a guerra do Vietnã e a revolução iraniana. O autor também publicou Les Croisades vues par les Arabes, Samarcande e o premiado romance Léon l’African, baseado na vida de um viajante do século XVI. "O autor dedica seu livro a Mani, personagem esquecido e de quem nós pronunciamos o nome sem saber, quando dizemos a palavra maniqueísta. O livro traz uma escrita vigorosa e discussões ternas, simples, fortes e convincentes." — Eric Sarner, L’Express "Todos os ingredientes de um grande romance estão presentes em Jardins de luz, que nos põe a par da lenda e da verdade. O talento do contador nos mostra sua grandeza e a voz do pesquisador da verdade." — Le Monde

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    Virgínia08/05/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um livro impressionante

    Amin Maalouf é um autor de renome seja no reino da ficção histórica, seja no reino da não-ficção. As suas obras mais conhecidas são certamente As cruzadas vistas pelos árabes e Samarcanda. Recentemente, tomei conhecimento que o autor viria a Portugal a propósito do Festival 5L (que este ano decorre nos dias 5, 9, 10 e 11 de Maio). Naturalmente, tal notícia espicaçou a minha curiosidade, pelo que me lancei na leitura de uma das suas obras. Nessa senda, a minha escolha não recaiu sobre as suas obras mais renomadas, mas uma outra - quiçá mais obscura - que há muito andava a rondar, esperando o momento certo para a ler. Falo portanto de Os jardins da luz. O livro possui como mote a vida de Mani, fundador do Maniqueísmo, uma personagem há muito esquecida nas areias do tempo. Os seus únicos ensinamentos que perduraram no tempo foi o confronto dualístico entre o Bem e o Mal. À semelhança da grande maioria da população, o meu conhecimento sobre o maniqueísmo cinge-se precisamente a esse confronto, sem qualquer outro contexto para o mesmo. Nesse sentido, o livro foi uma verdadeira viagem de aprendizagem. Em Os jardins da luz, Maalouf leva o leitor numa viagem pelo tempo, recuando até ao séc. III d.C., uma época de verdadeiras convulsões em todas as dimensões da vida - sobretudo a nível religioso. É durante esta época que assistimos a uma profusão de várias correntes e seitas religiosas, entre elas o Maniqueísmo. É certo que se trata de um livro de ficção histórica, porém a forma como este se encontra escrito quase que dá a entender tratar-se de um ensaio histórico que procura recuperar a vida de Mani. Aliás, um dos maiores atrativos deste livro é precisamente a escrita de Maalouf. O autor apresenta uma escrita considerada erudita, no entanto este adapta-a para o grande público, tornando a história mais palatável; criando, no processo, uma prosa única, com laivos poéticos. Com grande simplicidade, a sua escrita arrebata-nos de tal maneira que o simples ato de pousar o livro se afigura como uma afronta. A história conta a vida de Mani desde a sua infância até à sua morte, retratando os seus pensamentos e ensinamentos, as suas dúvidas, alegrias, desejos e ambições. A partir da vida desta personagem, o autor mescla na sua narrativa algumas reflexões, como seja a relação (por vezes, belicosa) entre o poder político e o poder religioso; ou mesmo os ingredientes que parecem caracterizar profetas como Mani. Os jardins de luz é um livro que merece um maior reconhecimento por parte do grande público. Com grande maestria, Maalouf resgata uma personagem esquecida no tempo, aproximando o grande público da História e vice-versa.

    2 curtidas

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    Avaliações

    3.6 / 7
    • 5 estrelas29%
    • 4 estrelas29%
    • 3 estrelas29%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas14%
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    أمين معلوف

    Amin Maalouf (25 de fevereiro de 1949, perto de Beirute) é um escritor libanês. Foi chefe de redacção do Jeune Afrique e mais tarde editorialista do mesmo. Durante 12 anos foi repórter, tendo realizado missões em mais de 60 países. Recebeu os seguintes prémios: Prix des Maisons de la Press pela obra “As cruzadas vistas pelos Árabes”; Prémio Goncourt 1993 pela obra “O rochedo de Tanios”; Prémio Príncipe das Astúrias na categoria letras em 2010.

    27 Livros
    20 Seguidores

    أمين معلوف