Reviravolta - Como indivíduos e nações bem-sucedidas se recuperam das crises

    Jared Diamond

    Editora Record
    2019
    504 páginas
    16h 48m
    ISBN-13: 9788501116864
    Português Brasileiro

    Fim da trilogia iniciada com o premiado Armas, germes e aço. Em Reviravolta, por meio de um impressionante estudo comparativo, Jared Diamond mostra como sete países bem-sucedidos (Finlândia, Japão, Chile, Indonésia, Alemanha, Austrália e Estados Unidos) se recuperaram de crises ao adotar mudanças seletivas , um mecanismo de enfrentamento mais comumente associado a indivíduos que se recuperam de crises pessoais. Essas nações experimentaram, em vários níveis, mecanismos como o reconhecimento da responsabilidade e a autoavaliação honesta, e aprenderam a se recuperar a partir de modelos de outras nações. Olhando para o futuro, o autor examina se Estados Unidos, Japão e o restante do mundo estão lidando de forma bem-sucedida com as graves crises que enfrentam. Ao agregar uma dimensão psicológica ao profundo conhecimento de história, geografia, biologia e antropologia característico das obras do autor, Reviravolta revela os fatores que influenciam as respostas aos grandes desafios – enfrentados tanto por indivíduos quanto por nações inteiras.

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    Henrique16/01/2023Resenhou um livro
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    Como países lidam com crises

    Um estudo comparativo e narrativo de respeito, de um estudioso referência no tema, que explora as crises e mudanças seletivas na Finlândia, Japão, Chile, Indonésia, Alemanha, Austrália e Estados Unidos, países com as quais ele tem bastante experiência pessoal. Difícil escolher qual caso para mim foi mais emblemático, pois todos trazem informações interessantíssimas. No caso da Finlândia, pude entender um pouco da resiliência dos finlandeses em relação às sucessivas ofensivas russas; no Japão da era Meiji, temos a descrição da estratégia baseada em mudanças por adoção seletiva de modelos estrangeiros para lidar com as crises; o caso chileno mostra o esforço social em superar a polarização política, os traumas e ressentimentos decorrentes dos anos de ditadura; a tragédia genocida na Indonésia gerada pelo colapso do compromisso político mediante golpe e a instauração de uma longa ditadura; os golpes abruptos pelos quais a Alemanha passou e que permitiram o florescimento de uma democracia e economias pujantes e sólidas; o florescimento de uma identidade nacional própria australiana, muito identificada com a Grã-Bretanha e, por fim, destaco o apontamento do autor dos riscos de os EUA experimentarem o colapso do compromisso político por causa da polarização política. Um estudo primoroso que merece ser lido para compreender como países lidam com as crises.

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