Os escritores que eu matei -

    Marco Severo

    Moinhos
    2019
    148 páginas
    4h 56m
    ISBN-13: 9788592579289
    Português Brasileiro

    A partir da epígrafe, já se pode notar a que veio o livro de crônicas de Marco Severo. Os escritores que eu matei é uma deliciosa leitura sobre o universo da literatura e suas descobertas, e também um livro que provoca com seu humor peculiar, que fala diretamente ao leitor através de seu estilo movediço, dinâmico, reflexivo. As crônicas – parte delas publicadas anteriormente em blogs na internet e retrabalhadas para este volume, aliadas a outras inéditas – são o resultado de quase quatro anos contribuindo com o pensar e o fazer literário, aqui elevados à potência máxima, culminando com seis novas crônicas escritas especialmente para esta nova edição revista e ampliada, e que atestam a vigorosa escrita do autor, que tem a capacidade de nos fazer querer caminhar com ele por este universo de encantamentos que é a literatura, virando página após página, seduzidos pelos labirintos da palavra. Dono de um estilo sagaz, ao criar uma obra a um só tempo incisiva e sensível, Marco Severo comprova que a literatura ganhou um cronista de mão cheia.

    Edições (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover

    Similares (3)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (8)Ver mais
    Vania Cristina Ribeiro picture
    Vania Cristina Ribeiro22/01/2026Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Crônicas sobre o mercado editorial e o ato de ler

    Crônica é um gênero que eu não lia há décadas. Já tive minha fase, cheguei até a fazer um curso para aprender a escrever crônicas (tenho uma, elogiada pelo professor e engavetada com carinho junto da minha pretensão). Quando vi esse livro no kindle unlimited pensei: Mato dois coelhos com uma cajadada, me reencontro com as crônicas e conheço a escrita de Marco Severo, que ando querendo conhecer faz tempo. Sei que o forte de Severo são seus contos, mas crônicas que falam de livros, escritores e leitores! Isso é irresistível! Por que não começar por este? Bom, já vou dizendo que não me arrependi, o tema é de interesse, a escrita é adorável e realmente vale a pena conhecer Severo. Dito isso, gostei mais de umas crônicas e menos de outras (o que é natural). O autor fala com propriedade do mundo editorial, faz fofocas sobre autores célebres, conta causos, desenvolve e explica pontos de vista tanto da perspectiva do leitor, como do escritor. Eu arriscaria dizer que algumas crônicas são quase ensaios, por serem argumentos sólidos e bem estruturados, um pouco mais atemporais. Mas o autor usa e abusa da sinceridade, o que torna os textos bastante pessoais. Severo é mais melancólico que irônico, e, na maioria das vezes, mais sensível que analítico. Durante a leitura, senti que ele conversava comigo. E são muitos os assuntos abordados: Quantos livros somos capazes de ler numa existência? Devemos reler livros que foram marcantes em momentos específicos da nossa vida? Podemos abandonar uma leitura? O papel do escritor hoje é ser midiático? É possível separar autor da obra? Vale ler best sellers? Quem você tem medo de ler? Ao escolher uma leitura, devemos buscar a zona de conforto ou a zona de confronto? Uma obra literária pode mudar os rumos de nossa vida? Podemos parar de ler um escritor que um dia amamos mas que agora não nos traz mais nada? É possível redescobrir uma leitura já lida e amada? O que significa trabalhar no mercado editorial independente? E não pense que as respostas a essas questões são simples e óbvias. Severo pode (e vai) lhe surpreender. Grifei inúmeras frases, lindas e impactantes. Pretendo mantê-las por perto, para usá-las de vez em quando. Termino com uma sobre o objeto livro, que reflete bastante a nossa perspectiva enquanto leitores, e sei que vocês se identificarão: "Como não reverenciar um objeto que vai muito além dele próprio?"

    32 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 37
    • 5 estrelas27%
    • 4 estrelas32%
    • 3 estrelas32%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas0%