" Em pleno dia nos é exposta a visão de um outro ser. Clarividência para os monólogos da angústia. Obscuro cimento para os que não tocam no fulcro do saber. A angústia aterra. Mas só ela é capaz de gritar a nossa cegueira (quiçá formigueira) e gulosa. Incapazes de reconhecer a última flor do Lácio na inculta e bela rosa do povo, deixamos passar em brancas nuvens a devastação das folhas e a lição das coisas. Sem os laços de família, não nos irmanamos na cadeia do sofrimento. Mordemos a maçã no escuro. Um cer, cedo cujo lugar nós, cegos, não percebemos sobre o caráter diletante e leviano da matéria. Para nós, homens de letras o ser cer, cer (ceia) o que engolimos. E ridiculamente não reconhecemos o lugar de onde nos sevantamos. Homens de visão fixa, às vezes não pesamos a própria medida e qualificamos como erro de grafia ou até de (pôr na grafia) um ser "c" tem (porão) escuro. No entanto o acerto é o palco do primeiro ato. A obra é a fezinha que dá pé, se no jogo não surgirem as zebras. Quem tem olhos para ver que leia Brasigóis. O homem que ri é o mesmo que chora." Lia Pereira Jardim
Monólogos da angústia -
Brasigóis Felício
Livraria e editora Cultura Goiana
1985
134 páginas
4h 28m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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