Dicionário Infernal - Repertório Universal

    J.Collin de Plancy

    EDUSP/ UNB
    2019
    944 páginas
    1d 7h 28m
    ISBN-10: 8531417341
    Português Brasileiro

    O Dicionário infernal é uma compilação de lendas, crenças e superstições, a exemplo das grandes obras do enciclopedismo francês. São milhares de monstros, demônios, espíritos e diabretes, duendes, feiticeiras, com os quais o autor construiu pequenas e inventivas histórias, procurando analisar e denunciar a superstição. É uma obra de referência para a literatura universal, fundamental para o estudo do ocultismo, da etnografia e das tradições populares, que povoavam a França à época da Restauração. Esta tradução foi realizada a partir da sexta e última edição, publicada em 1863 pela editora Henri Plon, na qual o autor trabalhava à época. A edição, que contou inclusive com a aprovação do arcebispo de Arras, Boulogne e Saint-Omer, foi reformulada graças à introdução de oitocentos novos verbetes e de 550 figuras, gravadas por M. Jarrault, e entre as quais encontravam-se as famosas 69 gravuras de Louis Breton.

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    Pablo Pax08/10/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Mais divertida que informativa

    No século XIX europeu, o racionalismo impera e tudo deve ser explicado aos olhos da 'ciência', mesmo o que talvez não tenha necessidade de sê-lo como gênios, monstros, espíritos, duendes, súcubos, demônios, anjos e coisas afins. Mas como o tema estava na moda e vendia horrores entre o público alfabetizado, nenhum erudito, como Collin de Plancy (1794-1881), queria ficar fora do mercado, tanto que esse dicionário teve 6 edições em vida do autor, sempre com acréscimo de novos verbetes. Nas mãos dum historiador, sociólogo, antropólogo ou crítico literário, é um documento ímpar sobre a mentalidade e os interesses da época; nas de um escritor, em especial os de fantasia, uma ferramenta muito útil de consulta na preparação de um universo ficcional. Aos olhos de um leitor de hoje porém, é uma obra mais divertida do que informativa. Eu me diverti com a descrição de certas entidades em alguns verbetes. A arrogância intelectual da época é uma coisa que ainda impressiona. Vale a leitura. Já vi uma edição portuguesa dos anos 1960/70, mas era condensada. Essa edição da Edusp/UNB é melhor e muito mais bonita.

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