Scott Western é um rockstar no topo de sua carreira. Ele é rico, bonito e universalmente adorado. Então, quando cai do seu iate e se afoga, todos pensam se tratar de um terrível acidente. Dezessete anos depois, sua filha, Charlie, não tem tanta certeza. Jill Eckersley é uma escritora e jornalista britânica. Rock é uma de suas paixões e ela entrevistou muitos músicos ao longo dos anos, desde Mott the Hoople, Status Quo, Bad Company, UFO e IQ até sua atual banda favorita, Diesel Park West.
Morto Na Água -
Jill Eckersley
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Pra galera que curte suspenses investigativos, com teorias conspiratórias e que nos deixam curiosos para saber o desfecho da história, esse livro da jornalista Jill Eckersley, pode ser uma boa pedida. Uma história rapidinha que começa morna e vai melhorando à medida que avança, nos deixando com uma pulga atrás da orelha e desconfiados de todas as pessoas envolvidas na trama. Dezessete anos após a, até então, morte acidental por afogamento do rockstar, Scott Western, sua filha, Charlie, se depara com a possibilidade de que seu pai pudesse ter sido assassinado, versão diferente da apresentada pelos investigadores do crime no passado. Apesar da relação negativa que tinha com ele pelo abandono e pela morte sem sentido, Charlie começa a buscar mais informações sobre o passado e as pessoas presentes no fatídico dia, caindo em uma rede de podridão no mundo da música onde todos os envolvidos, de uma forma ou de outra, tinham motivos para terem cometido o crime. O empresário que não queria liberar o artista do contrato abusivo, a namorada que não queria ser abandonada, o guitarrista que foi chutado da banda, o compositor rival envolvido em disputas judiciais pleiteando coparticipação em músicas do passado, o traficante que topava qualquer parada por um punhado de dinheiro e a ex mulher que não queria perder a filha por conta de uma disputa de guarda. Tudo isso em meio a segredos, problemas, chantagens e ameaças que deixam a protagonista e os leitores paranoicos com a segurança pessoal e necessidade de desvendar e atestar as suspeitas levantadas. A cereja do bolo nessa estória, é que ela se passa em um universo musical, com várias referências a bandas e pessoas da época, como por exemplo, a comparação que o empresário, Jack, faz entre a sua relação com Scott e a relação entre os Beatles e Brian Epstein, ou ainda, a participação da fictícia banda Scott Western Band em eventos e shows junto a verdadeiras lendas vivas como Led Zeppelin e Black Sabbath. Além disso, a autora nos transporta para uma era de muita criatividade no Rock’n’Roll, seguida pelo declínio com a entrada do movimento Punk e a mudança no consumo desse tipo de música. É como se a Agatha Christie (claro, salvo as devidas proporções) fosse uma verdadeira apreciadora do Rock e trouxesse seu personagem Hercule Poirot para o meio de uma cena criminal regada a muito sexo, drogas e rock’n’roll setentista. Esse crossover seria uma experiência bacana de se ler. Apesar de começar meio morno e ter um desfecho rápido, achei o livro bacana. Fui entretido durante a leitura, fiquei preocupado com a protagonista, fiquei curioso com o desenrolar dos eventos, fiquei desconfiado dos personagens e falei “eu sabia!” quando a verdade veio à tona. Foi lançado pela Editora Denfire em 2019 e trás uma abordagem um pouco diferente dos outros livros que ele têm colocado no mercado. Ele orbita em um ambiente musical, porém é um romance ficcional, diferente das ótimas biografias lançadas por lá e que estamos acostumados a contemplar. Apesar de não ser aquele romance investigativo super inteligente e que faz a sua mente expandir, é um livro que cumpre o seu objetivo de entreter e de divertir. Então, bora conhecer e acompanhar a jornada de uma filha em busca da verdade sobre o passado e a morte de seu pai e descobrir os mistérios por trás desse crime. Aprovado!
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