Potência, limites e seduções do poder -

    Marco Aurélio Nogueira

    Unesp
    2008
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9788571397484
    Português Brasileiro

    Sempre houve e sempre haverá quem Receie o poder ou se incomode com o poder. De uma ou outra forma, todos são magnetizados por ele. Podemos partir Dos antigos filósofos gregos, passar pelas reflexões teológicas da Idade Média, freqüentar os clássicos modernos (Maquiavel, Hobbes, Kant, Rousseau, Hegel, Marx) e chegar aos contemporâneos, e iremos nos deparar com a mesma inquietação, com o mesmo interesse em entender as armadilhas, as sinuosidades, as misérias e a potência do poder. Este livro pode ser entendido como um convite para que nos interessemos pelo tema. O autor tenta seduzir o leitor a olhar o poder como assunto digno, crucial, estratégico, se possível desfazendo-se de alguns preconceitos e indo além de algumas "evidências". O plano não é convencer ninguém nem da "bondade" nem da "maldade" intrínsecas ao poder, mas sim abrir algumas clareiras para que se possa pensar o poder como um fato integrado à vida, que se insinua em nossos discursos, em nossos relacionamentos amorosos, em nossa atividade produtiva, nas lutas que travamos para ser felizes ou simplesmente para defender nossos interesses.

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    Leonardo Siqueira de Araújo21/05/2010Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O poder é um tema multifacetado, sinuoso e controvertido

    Eu me interessei em lê-lo a partir de O Processo, de Kafka, e o mais interessante foi como cheguei até ele. Eu precisava trocar um dinheiro para pagar uma passagem de ônibus e eis que desafiei a vendedora de uma livraria a encontrar um livro que não passasse de 15 reais e que se relacionasse com política, alma humana ou história. Eis que ela me apresenta à esta obra de Marco Aurélio Nogueira. Iniciei a leitura dentro do ônibus que peguei e me deparei com uma análise profunda e histórica do poder. A digressão inicia-se no berço do pensamento político, onde Aristóteles, Kant, Weber, Hobbes, Rosseau, entre outros são citados e parafraseados para a construção do texto, passa-se pela organização, burocracia e disciplina, onde autores como Bauman, Castells e Giddens auxiliam o autor a estraçalhar os assuntos supracitados, chega ao assunto autoridade e liderança e mais uma vez com o apoio de Bobbio, Rosseau e Weber são invocados para esclarecer a diferença entre chefe e líder, adentra a discussão em torno do poder democrático e politização do poder que é bem representado por Marcuse, Holloway e próprio autor. A leitura deve ser atenciosa para entender determinados conceitos que coloca em xeque todas as nossas percepções do que é e poderia ser. O assunto é amplo, aplica-se ao Estado, à cidade, à empresa, ao lar e aos relacionamentos pessoais. Poder é algo que surge em decorrência da necessidade de dominar, de se sentir respeitado, melhor e diferente. Permitam-me parafrasear o grande diplomata Henry Kissinger, o poder é inebriante. Recomendo para quem deseja ter uma visão histórica do poder e aonde ele se encontra com a política.

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