De Mochila na China - Como uma Viagem Indesejada Abriu meus Olhos para o Mundo

    Savannah Grace

    Duna Dueto
    2019
    448 páginas
    14h 56m
    ISBN-10: 8587306634
    Português Brasileiro

    O mundo de Savannah Grace desaba quando, aos catorze anos, sua mãe anuncia uma viagem de um ano em família. Ela, que jamais pensara em deixar os amigos, a escola, o cachorro, sua casa e seu país, se vê obrigada a doar, vender ou deixar num depósito tudo o que lhe pertencia para embarcar numa aventura do outro lado do mundo. Grande Muralha? Guerreiros de Terracota? Garganta do Salto do Tigre? Deserto de Gobi? Nada disso lhe despertava o menor interesse, mas a garota é forçada a colocar a mochila nas costas para conhecer as alegrias e dificuldades de uma vida na estrada. Em meio a cenários deslumbrantes da China e da Mongólia e tantas diferenças culturais e de visão de mundo, Savannah repensa valores e amadurece. E faz um relato sensível e fascinante do primeiro trecho da viagem que se estendeu por quatro anos e mais de oitenta países.

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    Andrea Janaina dos Santos17/02/2026Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Razoável

    Querida Savannah, Escrevo esta carta depois de fechar o livro com uma impressão de que os caminhos percorridos são o grande eixo da narrativa — e é justamente por meio deles que acompanhamos seu processo de amadurecimento. A viagem sustenta o livro, e o crescimento acontece a partir dela. No início, porém, sua voz como adolescente me pareceu excessivamente irritante e resistente. Em muitos momentos, a quantidade de reclamações e a dificuldade em enxergar a dimensão da experiência tornaram a leitura menos envolvente para mim. Entendo que essa honestidade faça parte da proposta, mas confesso que, na primeira metade, senti certa distância da narradora. A partir da segunda parte do livro, percebi uma mudança clara. Quando você começa a reconhecer que estava aprendendo coisas importantes — sobre outras culturas, sobre adaptação e sobre seus próprios limites — o tom se transforma. A resistência diminui e dá lugar a uma percepção mais ampla do que estava sendo vivido. Isso equilibra a narrativa e torna o percurso mais interessante de acompanhar. No fim, fiquei com a sensação de que o livro funciona melhor como registro de um processo de amadurecimento gradual do que como um relato encantado de viagem. E talvez seja justamente essa transição que sustente a obra: acompanhar o momento em que a experiência deixa de ser apenas incômoda e passa a ser significativa.

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