Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas4
    • Leitores11
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    El Informe de Brodeck -

    Philippe Claudel

    Salamandra
    2008
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-13: 9788498381863
    Espanhol
    4.4
    5 avaliações
    Leram7Lendo0Querem4Relendo0Abandonos0Resenhas4
    Favoritos3Desejados4Avaliaram5

    Galardonada con el prestigioso premio Goncourt des Lycéens 2007 e instalada en las listas de libros más vendidos desde su publicación, esta última novela de Philippe Claudel continúa la senda iniciada en Almas grises: la investigación de los claroscuros del alma humana. Apenas ha transcurrido un año desde el final de la guerra cuando una muerte rompe la tranquilidad de un pequeño pueblo perdido en las montañas. El único extranjero del lugar, a quien llaman Der Anderer —el Otro, en alemán—, ha sido asesinado y todos los hombres de la localidad se confiesan autores del crimen. Todos menos Brodeck, quien recibe el encargo de redactar un informe sobre lo sucedido «para que quienes lo lean puedan comprender y perdonar». Así pues, Brodeck entrevista a los hombres más importantes del pueblo: el cura, el dueño de la fonda, el alcalde... Y cuando este último le advierte de que «no busque lo que no existe. O lo que existió, pero ya no existe», Brodeck comprende que no le conviene saber demasiado. Sin embargo, la redacción del informe lo obliga a interrogar y a interrogarse, lo que a la postre puede suponer una amenaza para él y su familia. Considerado actualmente uno de los mejores novelistas franceses de su generación, Philippe Claudel renueva su exploración de los recodos más sombríos del ser humano y sus complejos mecanismos. Los escasos detalles sobre el lugar y el tiempo de la acción, el pausado relato del narrador y su peculiar voz, al límite de la ingenuidad, otorgan a la novela la dimensión de una parábola de enorme eficacia e intensidad, a la vez sombría y llena de esperanza.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (4)Ver mais
    jota 11 picture
    jota 1113/05/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    MUITO BOM: Claudel nos conta uma fábula sombria sobre a desumanidade de pessoas ditas normais

    Philippe Claudel situou a ação de seu livro quase que inteiramente num vilarejo de uma região montanhosa da Europa Central habitado por cerca de quatrocentas pessoas falantes do alemão. Um ano se passou após o final da guerra (que se presume ser a Segunda) e nesse lugar sobre o qual não nos é dado a conhecer muita coisa ficamos sabendo que um estrangeiro foi morto pelos moradores. De um modo ou de outro, todos participaram do assassinato; antes disso, porém, mataram seus dois animais de carga, sem os quais ele não poderia jamais sair dali, atravessar as montanhas. Brodeck é o narrador, o personagem central dessa história sombria e desesperançada, que se desenvolve de modo um tanto nebuloso até o final, porque parece tratar-se muito mais de uma fábula, uma parábola sobre a banalidade do mal, do que propriamente uma narrativa tradicional. Desse modo, é atemporal, serve para qualquer época em que reinem a obscuridade e a desumanidade. Desde o início Brodeck afirma que não participou dos acontecimentos, que não tem nada a ver com o que os moradores fizeram com o estrangeiro. Mas, por ter frequentado a universidade (que nem concluiu) e ter uma máquina de escrever, foi obrigado por eles a fazer um relatório sobre os acontecimentos para a administração do vilarejo, situada em S. (assim mesmo), de modo a inocentar todo mundo. A aversão dos moradores pelo estrangeiro de quem nem o nome sabiam (nós também não ficamos sabendo), ele era apenas Der Anderer, o outro em alemão, também parece se estender em parte a Brodeck: ele se sente um estrangeiro entre os demais, não apenas por ter estudado um pouco, não ser violento, encarar a vida de outro modo, mas porque veio morar ali quando era um pequeno órfão, trazido por uma desconhecida, Fédorine, ambos sobreviventes de uma tragédia (possivelmente outra guerra, a Primeira). Para poder fazer seu relatório sobre a morte do estrangeiro, e porque é meticuloso, ordeiro e pretendendo buscar a verdade, Brodeck vai entrevistar os personagens mais importantes do lugar, o padre, o dono da pousada onde o estrangeiro se hospedava, um antigo professor, o prefeito etc... Este último lhe diz para se ater basicamente aos fatos, não procurar saber demais, não buscar o que não existe, “o que existiu, mas já não existe mais.” Brodeck compreende que não convém ir muito a fundo no caso, que as palavras do prefeito soaram como ameaça. Mas ele deseja saber tudo... Ao tentar entender completamente a situação que está vivendo agora, que o próprio morto viveu nos quatro meses que passou no vilarejo, Brodeck não consegue reconstruir a história do outro sem deixar de contar sua própria história, o que faz com que elas até certo ponto se entrelacem. Ele foi prisioneiro de guerra, viu amigos morrerem impiedosamente e sobreviveu limpando as fossas das latrinas dos prisioneiros num campo de concentração, onde os guardas o tratavam como um cão. Cão Brodeck o chamavam. Quanto estavam bêbados os guardas colocavam-lhe uma coleira e uma guia e faziam-no rastejar, ou levantar, virar, latir, mostrar a língua, lamber suas botas... O prisioneiro que se recusasse a agir como cão morria de fome ou de tanto apanhar dos guardas e Brodeck viu alguns morrerem assim. Outros, que eram mortos por outras razões ou por nenhuma (eram simplesmente escolhidos para morrer), eram enforcados e tinham no pescoço uma placa onde estava escrito “Ich bin nichts" (Eu não sou nada). Mas ele não se importava em ser tratado como animal, limpar latrinas: “(...) eu me acostumei. Você se acostuma com tudo. Há coisas piores que o cheiro de merda. Há coisas que não cheiram a nada, mas corrompem os sentidos, o coração e a alma com muito mais facilidade do que os excrementos.” Ele queria sobreviver e conseguiu, mas agora... Agora, lembrando das palavras do prefeito, ele novamente precisava tomar cuidado com seu relatório, sobreviver, porque tinha mulher, uma filha pequena e a velha Fédorine para cuidar. A mulher, Emélia, que conheceu ainda jovem, radiante, se tornara uma mulher de vida introspectiva, quase taciturna, murmurando sempre uma mesma canção, resultado de um violento trauma por que passara quando a vila foi ocupada por militares durante algum tempo e ela tentou esconder três jovens que foram a eles entregues porque eram estrangeiras, que ela sabia que seriam mortas... Enfim, Claudel construiu uma narrativa cheia de tensão o tempo todo e somente perto do final passamos a entender melhor a história do estrangeiro e a do próprio Brodeck, Emélia e Fédorine. Além do que temos o aguardado relatório finalizado, que deverá ser entregue ao prefeito do vilarejo antes de seguir para a administração em S. E ficamos na expectativa do que acontecerá não apenas com o relatório, também com a vida de Brodeck e dos seus. Lido entre 01 e 12 de maio de 2024.

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 5
    • 5 estrelas40%
    • 4 estrelas60%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Philippe Claudel profile picture

    Philippe Claudel

    Philippe Claudel é o autor de muitos romances, incluindo <i> Le Rapport de Brodeck</i> (pt: O relatório de Brodeck), que venceu o Prix Goncourt des Lycéens em 2007 e o Independent Foreign Fiction Prize em 2010. Seu romance <i>Les Âmes grises</i> (pt: Almas cinzentas) foi traduzido para trinta e dois idiomas e foi premiado com o Prix Renaudot em 2003 e com o Elle Readers 'Literary Prize em 2004. Claudel também escreveu e dirigiu o filme de 2008 Loved You So Long, estrelado por Kristin Scott Thomas, que ganhou um BAFTA de Melhor Filme em Língua Não Inglesa.

    13 Livros
    7 Seguidores

    Philippe Claudel