A Guerra da Tríplice Aliança, também chama de "Guerra do Paraguai" ou "Grande Guerra" da América do Sul, foi um conflito armado que opôs o Paraguai contra o Brasil, Argentina e Uruguai, entre 1864 e 1870. Sua origem é incerta. Segundo a versão oficial dos países aliados, a causa do conflito foi a invasão de tropas paraguaias do marechal Franco Solano López, ao Uruguai para intervir na luta interna entre os dois principais partidos políticos. Mas, para uma boa parte dos historiadores, as hostilidades decorreram de fato pelos interesses do Império Britânico nesta parte do mundo. Os britânicos desejavam contrabalançar a influência do Paraguai na embocadura do rio Paraná, principal via navegável da região. Nos primeiros anos, a guerra dizia respeito ao Brasil, Uruguai e Paraguai. É em 1865, depois da invasão paraguaia ao território argentino, que se deu o sinal, em segredo, para o Tratado da Tríplice Aliança. Em 1866, o conflito já havia virado em favor da Aliança. O marechal López propôs um tratado de paz a seu homólogo argentino, o presidente Bartolomé Mitre, comandante em chefe das forças aliadas. As negociações se mostraram infrutíferas e a guerra se prolongou. Depois de várias vitórias paraguaias, Mitre renunciou ao seu posto à frente das tropas, que passaram então para o comando do Barão de Caxias, ou seja, para o Brasil. Em 1868 os aliados foram para cima de vez. Contudo, para o marechal López, capitulação sem condições era impensável ele ordenou que o país inteiro, homens, mulheres e crianças, lutassem até o fim. A Guerra da Tríplice Aliança chegou ao fim em 1870, quando as tropas brasileiras capturaram o marechal. Assim, fiel à sua palavra, lutara até o fim. As consequências para o Paraguai foram desastrosas. Os números diferem de acordo com as fontes, mas estes estimam que, uma vez terminada a guerra, , aproximadamente 90% da população masculina em idade de procriar havia sido dizimada. As repercussões desta guerra se fazem sentir ainda hoje em dia. Embora a figura do marechal López seja fortemente controversa, a maioria dos paraguaios o consideram como um "grande herói da nação", por sua bravura e sua intransigência face aos interesses estrangeiros. Uma visão compartilhada por muitos argentinos e brasileiros. Um dos últimos confrontos foi a Batalha de Acosta Ñu - conehcida no Brasil como a Batalha de Campo Grande -, onde um batalhão paraguaio, composto de crianças e adolescentes foi armado às pressas para confrontar 20.000 soldados aliados. Um bom número dentre eles sendo indígenas guarani que nunca haviam visto uma arma de fogo em sua vida. A batalha aconteceu em 16 de agosto de 1868. Todo ano, nesta data, é celebrado no Paraguai o "Dia da Criança", em memória destes pequenos soldados mortos na Batalha de Acosta Ñu. Este álbum conta a história do fotógrafo francês Pierre Duprat que acompanha estes últimos dias da guerra.
Guarani - As Crianças Soldados do Paraguai
Gabriel Ippóliti
STEINKIS
2018
128 páginas
4h 16m
ISBN-13: 9782368460702
Português Brasileiro
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