The Piano Teacher, the most famous novel of Elfriede Jelinek, who was awarded the 2004 Nobel Prize in Literature, is a shocking, searing, aching portrait of a woman bound between a repressive society and her darkest desires. Erika Kohut is a piano teacher at the prestigious and formal Vienna Conservatory, who still lives with her domineering and possessive mother. Her life appears to be a seamless tissue of boredom, but Erika, a quiet thirty-eight-year-old, secretly visits Turkish peep shows at night to watch live sex shows and sadomasochistic films. Meanwhile, a handsome, self-absorbed, seventeen-year-old student has become enamored with Erika and sets out to seduce her. She resists him at first, but then the dark passions roiling under the piano teacher's subdued exterior explode in a release of sexual perversity, suppressed violence, and human degradation. Celebrated throughout Europe for the intensity and frankness of her writings and awarded the Heinrich Böll Prize for her outstanding contribution to German letters, Elfriede Jelinek is one of the most original and controversial writers in the world today. The Piano Teacher was made into a film, released in the United States in 2001, was awarded the Grand Jury Prize at Cannes.
The Piano Teacher -
Elfriede Jelinek
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Ver maisuma história sobre trauma, castração, violência de gênero
eu decidi ler o livro após assistir o filme, tendo me interessado muito pela complexidade da personagem Erika. não foi uma leitura fluída! empaquei em diversos momentos, mas fico feliz de ter insistido até o final. erika é uma mulher de quase 40 anos que não conseguiu alcançar a carreira de pianista em sua plenitude, se restringindo a ensinar alunos. ela é uma mulher extremamente solitária, tendo convívio próximo apenas com a sua mãe, com quem ela mora; a mãe Kohut é uma figura extremamente controladora e narcisista, que desde a infância de Erika já constrói planos para sua carreira musical e não permite qualquer desvio que possa afetar seu foco. ela é especialmente aversa à qualquer contato entre erika e meninos, reprimindo a sexualidade da filha de modo a evitar distrações que possam afetar seu futuro. erika cresce ouvindo que é especial; é claro como sua mãe a utiliza como instrumento para realizar suas próprias aspirações, vivendo através da filha o que ela não foi capaz de viver. de qualquer forma, Erika cresce sendo privada de qualquer subjetividade e contato com sua feminilidade, beirando os 40 anos vivendo um matrimônio assexual com sua própria mãe. Erika tem plena consciência de que seus anos de juventude já se passaram e nunca mais retornarão, e que há experiências as quais ela nunca poderá usufruir, o que contribui para o seu ressentimento contra as pessoas. Ela é uma pessoa apática e cruel. Além da inveja, a crença em sua superioridade inata, o ressentimento por ter fracassado em alcançar a carreira internacional que desejava, enquanto prepara outros alunos para obterem o que ela nunca pode ter, e o fato de ser tão infeliz fazem com que ela se feche completamente e não se interesse por estabelecer vínculos com outras pessoas. erika também desenvolve uma perversão sexual, muito provavelmente pela forte repressão vivenciada desde a infância, nunca tendo tido a oportunidade de explorar seu próprio corpo e sexualidade. Erika frequenta sex shops, procura casais fazendo sexo, e constrói a fantasia de ser completamente dominada sexualmente, de forma extremamente violenta. acho que essa é a parte mais interessante da obra. ao ser cortejada por Klemmer, Erika escreve uma carta contendo todas as suas instruções sobre como Klemmer deve sodomizá-la. ela quer ser dominada; viveu toda sua vida sob o domínio de alguém, e teme pelo dia em que sua mãe estará morta e não poderá mais controlá-la; mas ao mesmo tempo, Erika quer dar as cartas, com instruções extremamente detalhadas sobre como Klemmer deve dominá-la. é uma dualidade impressionante, implicando talvez uma manifestação do subconsciente de Erika, que busca fugir das garras da mãe em pelo menos uma esfera de sua vida, somado ao seu vício em pornografia. klemmer, que vê erika como objeto de conquista, sendo seduzido pela dinâmica entre professor e aluno e pela ideia de dobrar alguém tão brilhante e arrogante como erika, tem suas fantasias dissolvidas ao se deparar com a de Erika. tudo que ele havia planejado cai por terra. Ele havia esperado encontrar uma mulher solteirona, solitária, vulnerável (até aí só acerto), a quem ele pudesse moldar. então erika introduz seus próprios fetiches e desejos, e sua sexualidade gera repulsa no aluno. não há vitória pra ele nessa dinâmica; ele se sente castrado. não há como dobrar erika. não há nem como humilhá-la, pois ela gostaria disso. isso é o que ela pensa, pelo menos, até que klemmer aparece no meio da noite, invade sua casa e a violenta da forma como foi solicitado na carta. erika é abusada enquanto sua mãe escuta, trancada atrás da porta, e tem que confrontar a realidade de que suas fantasias, uma vez postas em prática, não trazem o gozo que ela esperava. klemmer, por sua vez. mostra o quão profundamente sua masculinidade foi afetada, e o estupro é sua forma de reassumir o controle.
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